
Do ATUAL
MANAUS – Em menos de 48 horas, duas residências ligadas a policiais militares foram alvo de ataques a tiros em Manaus pelo CV (Comando Vermelho).
O primeiro ataque ocorreu na noite de terça-feira (14), quando criminosos dispararam contra a residência de um cabo, no bairro Jorge Teixeira, na zona leste da cidade.
Na noite desta quarta-feira (15), a casa da ex-mulher de outro policial militar foi alvo de um ataque a tiros, na rua Adalberto Rangel, bairro Compensa, zona oeste de Manaus. Ninguém ficou ferido.
Moradores ouviram vários disparos e acionaram a 8ª Cicom (Companhia Interativa Comunitária), que enviou três viaturas ao local. Os policiais encontraram marcas de tiros na fachada e nas paredes do imóvel, no primeiro e no segundo andar.
Testemunhas relataram que ao menos quatro criminosos participaram da ação. Dois chegaram em uma moto Honda Factor vermelha — o passageiro, um homem obeso de camisa vermelha, e o condutor. Outros dois suspeitos davam apoio em um carro preto e estariam armados com um fuzil.
A ex-esposa do PM Alexandre da Silva Magalhães disse à polícia acreditar que o ataque seja uma retaliação contra a família do agente.
Os criminosos fugiram antes da chegada da polícia. O caso foi registrado na Polícia Civil do Amazonas.
O ataque ocorreu um dia após um primeiro atentado envolvendo a residência do cabo Dantos Magalhães da Costa, do Batalhão de Trânsito, na zona leste.
Dantos Magalhães e Alexandre Magalhães, policial afastado da Polícia Militar, são acusados pelo CV (Comando Vermelho) de um suposto esquema de roubo de drogas da facção.
Até agora, a Polícia Militar do Amazonas não se manifestou oficialmente sobre as ocorrências.
O ATUAL solicitou à PMAM um posicionamento sobre o ataque a tiros contra as duas residências, incluindo as medidas adotadas pela corporação. Também foram pedidos esclarecimentos sobre uma imagem atribuída ao CV que circula nas redes sociais oferecendo recompensa de R$ 100 mil sobre o paradeiro dos dois policiais militares, as acusações de envolvimento em suposto roubo de quatro toneladas de drogas, a existência de investigações ou procedimentos internos relacionados ao caso e a atuação da PMAM em conjunto com a Polícia Civil nas apurações. Até a publicação desta matéria não houve resposta.
