
Por João Caires e Isadora Duarte, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – Representantes dos caminhoneiros ameaçam uma greve geral caso a medida provisória (MP) 1.343/2026 não seja pautada para votação no plenário do Senado Federal pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP) e acabe caducando [perca a validade]. O prazo para que o texto seja pautado é o dia 16 de julho.
O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, afirmou que a categoria está “indignada” com Alcolumbre por não inserir o texto em votação e que responsabilizarão ele por uma eventual greve.
“Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, disse em vídeo gravado pelo líder do movimento.
A MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário. Entre outros pontos, a proposta torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte e cria mecanismos para punir empresas e transportadores que contratarem fretes abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Segundo Landim, a perda de validade da medida provisória representaria um retrocesso para a categoria, que vê no texto uma forma de ampliar a segurança e autonomia da categoria. “Para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, porque muitos transportadores estão sem conseguir trabalhar”.
