
Do ATUAL
MANAUS – As bacias sedimentares profundas, que formam a maior parte da Amazônia, facilitaram a propagação das ondas sísmicas geradas pelos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Escala Richter ocorridos na Venezuela na tarde desta quarta-feira (24). O abalo sísmico “sacudiu” prédios e piscinas em Manaus, Boa Vista (RR), e Belém (PA).
Em Caracas, 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas. Prédios e rede de energia foram destruídos e ruas foram danificadas. Nas cidades do Norte do Brasil não houve danos estruturais.
Os efeitos do abalo sísmico na Amazônia são causados por ondas primárias ou secundárias que viajam pela crosta terrestre e chegam a essas camadas espessas de solo e sedimentos fofos. Nesse ambiente a velocidade das ondas diminui, mas a amplitude aumenta o que causou o tremor nos prédios em Manaus.
A Amazônia está localizada no centro de placa tectônica do continente sul-americano, mas sofre os efeitos de terremos ocorridas nas bordas. Ondas de abalos ocorridos na Cordilheira dos Andes, na Placa de Nazca ou até no Mar do Caribe e na Venezuela são sentidos em áreas da região amazônica.
A propagação das ondas sísmicas por milhares de quilômetros do epicentro ocorre por estruturas geológicas rígidas, como crátons e bacias sedimentares. A tensão acumulada no interior da Terra, no hipocentro, supera a resistência das rochas e ocorre uma ruptura. Essa energia é liberada em forma de vibrações elásticas chamadas ondas sísmicas.
O Cráton Amazônico, por exemplo, é uma imensa e rígida estrutura geológica. A energia de um sismo intenso propaga-se por ele com muita facilidade.
Estruturas elevadas possuem frequência natural que pode entrar em ressonância com essas ondas distantes. É por isso que, a centenas de quilômetros do epicentro, pessoas no chão não sentem nada, mas quem está em andares altos de edifícios percebe o balanço e o movimento de lustres e móveis.
Leia mais:

