O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Locutor é condenado por racismo religioso ao ofender o candomblé

31 de outubro de 2025 Dia a Dia
Compartilhar
Locutor ofendeu candomblé ao associar religião a crime e foi condenado por racismo (Imagem: TV Cultura/Reprodução/YouTube)
Locutor ofendeu candomblé ao associar religião a crime e foi condenado por racismo (Imagem: TV Cultura/Reprodução/YouTube)
Da Agência MPF

BRASÍLIA – A Justiça Federal na Paraíba condenou um locutor e comentarista por crime de racismo religioso, previsto no artigo 20, §2º, da Lei nº 7.716/1989, após denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). O caso envolve comentários feitos em programa de televisão, em 2021, que associaram o candomblé à prática de ‘magia’ durante a cobertura da prisão de um homem suspeito de homicídio.

Durante a transmissão, o repórter mencionou a casa de um homem identificado como praticante de candomblé, sugerindo ligação entre o crime e a religião.

Segundo a sentença, proferida pela juíza da 16ª Vara Federal na Paraíba, essa associação não tinha relevância jornalística e reforçou estereótipos históricos que desqualificam as religiões de matriz africana. “Ao se referir ao candomblé como prática de magia, algo que conota mal espiritual, atribuiu-se pecha negativa à prática desse culto religioso, mormente quando estabeleceu elo entre um autor de um crime violento e seu credo religioso”, registra a decisão.

Dois pesos

A sentença mostra como as religiões ainda são tratadas de forma desigual na sociedade. Há tolerância e respeito quando se trata de religiões cristãs, enquanto as religiões afro-brasileiras continuam enfrentando rejeição e preconceito, muitas vezes associadas, de forma injusta, a ideias negativas ou criminosas.

Para demonstrar esse contraste, a magistrada utilizou um ‘exercício teórico’ que evidencia o absurdo da associação feita pelo réu: “Basta imaginar o quão sem sentido soaria se afirmar, numa reportagem policial, que um suspeito de homicídio foi capturado em uma casa onde se realizavam encontros para novenas ou estudos bíblicos; ou ainda que o dono da residência participava ‘dessas coisas’ de vigília. Qual seria a relevância de o local já ter sediado encontros religiosos? Nenhuma, evidentemente.”

A juíza também observou que o réu demonstrou desprezo pelo simples fato de o suspeito pertencer, ou ser visto como pertencente, a uma religião de matriz africana. Mesmo sem prova de que ele fosse praticante do candomblé, o comentário reforçou preconceitos contra grupos religiosos minoritários. “Esse veneno, gota a gota, dissemina e reforça a subalternização, e dificulta que esse grupo seja compreendido como sujeito de iguais direitos”, diz a sentença.

Desinformação e impactos sociais

A decisão também enfatiza que, ao exercer o jornalismo opinativo em rede de televisão aberta, o réu tinha o dever de não desinformar a população e não fomentar o ódio, especialmente em temas sensíveis que envolvem religião, raça e identidade.

Para ilustrar o potencial destrutivo da desinformação, a magistrada citou o caso de Fabiane Maria de Jesus, linchada em 2014, no Guarujá (SP), após a divulgação de um boato falso de que sequestrava crianças e estaria envolvida com ‘magia’. O exemplo, segundo a sentença, demonstra como discursos baseados em preconceito e desinformação podem gerar violência real e irreparável.

Perseguição e demonização

A sentença ressalta que associar o candomblé à ‘magia’ é um equívoco histórico e cultural, fruto do preconceito religioso e da falta de informação sobre o verdadeiro significado dessa tradição. O texto judicial descreve o candomblé como uma religião afro-brasileira estruturada, com teologia, ritos, ética e filosofia próprias, fundamentada na relação entre o ser humano, a natureza e o sagrado.

Os cultos aos Orixás, divindades ligadas aos elementos naturais, expressam essa harmonia. Ao reduzir essa fé complexa à ideia de ‘magia’, observa a juíza, ignora-se sua profundidade espiritual e transforma-se uma tradição religiosa em caricatura pejorativa.

A decisão também lembra que o candomblé surgiu da resistência dos povos africanos escravizados, que preservaram suas crenças apesar de séculos de perseguição, criminalização e demonização. Historicamente, visões eurocêntricas e cristãs classificaram práticas afro-brasileiras como ‘feitiçaria’ e as associaram, de forma injusta, à ‘magia negra’, perpetuando o racismo religioso.

As oferendas, os cânticos e as danças, explica a magistrada, são expressões de fé e comunicação com o sagrado, comparáveis a orações, velas ou incensos em outras religiões. Mesmo os sacrifícios de animais, realizados com respeito e sentido simbólico, representam agradecimento, equilíbrio e fortalecimento espiritual, sem qualquer relação com práticas ocultas.

Reparação

O réu foi condenado a dois anos de reclusão, pena substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 15 mil a uma entidade com atuação social, preferencialmente ligada à promoção das religiões de matriz africana.

O Ministério Público Federal recorrerá da decisão na Ação Penal nº 0802739-66.2023.4.05.8200.

Notícias relacionadas

Motociclista morre ao bater em viatura que avançou sinal vermelho

Governo coletará sugestões para definir indulto a presos em dezembro

SUS terá novos remédios para doenças como mal de Crohn e uveites

Anéis de saúde não emitem diagnóstico médico, alerta a Anvisa

Adolescente que atacou professor a facadas em Manaus é internado

Assuntos candomblé, destaque, racismo religioso
Cleber Oliveira 31 de outubro de 2025
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Dia a Dia

Governo coletará sugestões para definir indulto a presos em dezembro

28 de agosto de 2026
planos de saúde
Saúde

SUS terá novos remédios para doenças como mal de Crohn e uveites

28 de agosto de 2026
Anel esportivo não serve para diagnosticar problemas de saúde (Foto: Anvisa/Divulgação)
Saúde

Anéis de saúde não emitem diagnóstico médico, alerta a Anvisa

28 de agosto de 2026
Momento em que aluno ataca o professor com uma faca (Imagem: câmera de monitoramento/Reprodução)
Dia a Dia

Adolescente que atacou professor a facadas em Manaus é internado

28 de agosto de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?