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Economia

Primeiro navio da conexão Amazônia-China chega ao Amapá no sábado

28 de agosto de 2025 Economia
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Porto de Santana receberá grandes navios vindos da China em nova rota de comércio marítimo com o Brasil (Foto: Companhia Docas de Santana/Divulgação)
Porto de Santana receberá grandes navios vindos da China em nova rota de comércio marítimo com o Brasil (Foto: Companhia Docas de Santana/Divulgação)
Da Agência Gov

BRASÍLIA – A criação de uma rota marítima direta entre a região da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e o Porto de Santana das Docas, no Amapá, anunciada este mês, começa a ter resultados práticos. No sábado (30/8), o primeiro navio vindo do Porto de Gaolan, em Zhuhai, um dos principais terminais da Grande Baía e ponto estratégico para o fortalecimento do comércio com o Brasil, vai atracar no Porto do Amapá.

Foi o que afirmou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, no programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (28), transmitido pelo Canal Gov, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O ministro explicou que a nova conexão vai reduzir drasticamente o tempo de transporte entre a Amazônia e a China, fortalecendo o comércio internacional com foco no desenvolvimento regional, bioeconomia e integração produtiva.

“Se você sair hoje com um produto do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa, comparado com o Porto de Santos, você diminui, por exemplo, a soja, o custo de 14 dólares por tonelada. E, se for para a China, 7,8 dólares por tonelada, além do tempo de viagem que diminui. Então isso agrega muito no trabalho, lucro, recompensa do produtor, seja ele da Amazônia ou do Centro-Oeste. E reorganiza melhor a logística no Brasil”, explicou o ministro

“Tem um mercado gigante de 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Para você ter uma ideia, o café entra muito forte na China. O consumo per capita é um café por mês. Se dobrar, dois cafés por mês, imagina o tamanho do mercado que o Brasil tem na China. Isso é para o café, é para o agro de um modo geral, a soja. E eles têm muito interesse pelo mel, açaí, chocolate, cacau. Os produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China”.

Neste mês, Waldez Góes integrou a comitiva brasileira para viabilizar a nova rota marítima. Atualmente, o ministério desenvolve com a China importantes iniciativas no campo da infraestrutura, logística e integração regional.

Em novembro de 2024, as nações assinaram um acordo para iniciar estudos conjuntos sobre o corredor ferroviário que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, integrando as ferrovias de Integração Oeste-Leste (Fiol), Centro-Oeste (Fico) e Norte-Sul (FNS) ao recém-inaugurado Porto de Chancay, no Peru.

“O Brasil continua exportando muita soja, café, ferro para a China, mas a ideia é ampliar esta relação de produtos”, explicou o ministro.

“O Brasil pode sair pela América do Sul, ele pode sair pelo Arco Norte, pode continuar saindo por (Porto de) Paranaguá, por (Porto de) Santos, futuramente por (Porto de) Suape, por (Porto de) Pecém. Não há nenhum problema nisso. O Brasil cresce cada vez mais a sua produção, continua sendo um grande celeiro de produção de alimentos para combater a fome no Brasil e no mundo”, disse.

“O Brasil já saiu do Mapa da Fome, então ele pode contribuir muito com tantos outros países nessa parceria comercial. Nós podemos, por conta da tecnologia e inovação, produzir muito sem derrubar uma única árvore. E, com isso, a gente poder ter mais produtos para exportar. E precisamos de mais portos, de mais alternativas”, acrescentou.

Industrialização

Em outra frente, o ministro citou um recente acordo om a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento da Indústria) para criar estratégias de industrialização para a Amazônia.

Vai demorar, mas a melhor estratégia para a Amazônia é se industrializar, é agregar valor nos produtos da Amazônia. Beneficiar os produtos lá. Beneficiar produtos, agregar valor, gerar emprego e renda. Isso é para o açaí, cacau, café, castanha, madeira, pescado. Os fármacos também, que nós temos potencial. Você vê que nos fármacos, a Amazônia só fornece matéria-prima”.

“É por aí que diminui as desigualdades entre regiões e entre as pessoas, que é a principal causa do presidente Lula. Combater a fome, a desigualdade, tirar o Brasil do Mapa da Fome, gerar emprego e renda. Isso ele fala em todas as reuniões e em todos os discursos”, disse Waldez Góes.

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Assuntos amapá, Amazônia, China, comércio marítimo, Porto de Santana
Cleber Oliveira 28 de agosto de 2025
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