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Esporte

Pesos pesados preparam-se para Olimpíada com muito treino

3 de abril de 2016 Esporte
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wilians_araujo O para-atleta do judô Willians Araújo, medalha de prata no Parapan de Toronto em 2015Fernando MaiaMPIXCPB
O para-atleta do judô Willians Araújo, medalha de prata no Parapan de Toronto em 2015(Foto:Fernando Maia/MPIX/CPB)

RIO DE JANEIRO – Se quisessem pegar o mesmo elevador, os atletas entrevistado teriam que fazer várias viagens para distribuir seus quase 800 quilos. “Pesos pesados” em diferentes esportes, eles contam que a dieta para controlar o peso nas categorias mais altas também é rigorosa e que, no embate entre gigantes do esporte, nem sempre mais quilos significam mais chances de medalha. Com muita proteína no prato, suplementos e horas de sono sagradas na programação diária, eles torcem para que o peso adquirido nos treinos traga mais ouro nos Jogos do Rio.

O para-atleta do judô Wilians Araújo, de 24 anos, disputa a categoria acima de 100 quilos para deficientes visuais, mas já esteve bem acima disso. Com 1,90 metro de altura, o paraibano já tentou competir com 151 quilos, mas, na busca pelo melhor desempenho entre os pesos pesados, mais massa não o ajudou a vencer mais lutas.

“Fiquei um pouco lento nos golpes que eu fazia com mais explosão. Fiz um teste e não gostei”, conta ele, que baixou o peso para 142 quilos e agora se sente satisfeito. “Abaixo disso, eu já não acho legal, porque luto com gente bem mais pesada.”

Também do judô, disputando vaga na categoria olímpica acima de 100 quilos, o mato-grossense David Moura é outro que já enfrentou gente bem mais pesada, com quase 200 quilos, e venceu. “Meu diferencial na luta é a velocidade e a potência que entram os meus golpes. Quero ser cada vez mais rápido, veloz e atlético, para vencer pelo preparo e na velocidade com que troco a pegada e entro no golpe”, diz o atleta de 28 anos, que hoje tem 135 quilos, peso que só atingiu após quatro anos de treino no alto rendimento.

“Quando entrei na seleção em 2010, eu tinha 112 quilos. Com 112, eu estava muito fraco para um peso pesado, e com isso foram vários trabalhos. Primeiro para 120, com seis, sete meses me adaptando. Depois, para 130. No momento em que se faz esse trabalho, a ingestão calórica é muito grande, e ganha-se gordura, mas depois adequa-se a alimentação para perder”, explica o judoca, que ingere cerca de 8 mil calorias por dia com a ajuda de suplementos e rigoroso acompanhamento nutricional.

“A maioria das pessoas vem me perguntar e me diz que ‘o bom é que eu posso comer o que eu quiser’. Acham que não temos preocupação com o peso, mas estamos falando de esporte de alto rendimento e performance. Tenho que suprir as minhas necessidades corporais e comer de uma forma que a minha performance aumente”, acrescenta.

(Da Agência Brasil)

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Valmir Lima 3 de abril de 2016
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