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Dia a Dia

Além de chuvas, RS está sujeito a microexplosão atmosférica

3 de maio de 2024 Dia a Dia
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Chuva intensa causou elevação do nível dos rios e alagações no Rio Grande do Sul (Imagem: Band/YouTube/Reprodução)
Chuva intensa causou elevação do nível dos rios e alagações no Rio Grande do Sul (Imagem: Band/YouTube/Reprodução)
Por Roberta Jansen, do Estadão Conteúdo

PORTO ALEGRE – Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem registrar casos de microexplosão atmosférica nos próximos dias, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O fenômeno ocorre quando uma corrente de vento descendente violenta se separa de uma nuvem de tempestade e se desloca com força em direção ao solo.

– Na microexplosão (também conhecida por seu nome em inglês, downburst) uma descarga de ar frio e denso atinge o solo e se espalha, provocando ventos extremamente fortes que podem atingir velocidades muito altas.

– O fenômeno é o oposto do tornado, quando os ventos em direção ao solo convergem, formando um redemoinho. Mas o poder destrutivo é semelhante. Uma microexplosão foi registrada no último sábado em Santa Cruz do Sul (RS).

O Rio Grande do Sul sofre os efeitos de fortes temporais que já deixaram ao menos 29 mortos e 60 desaparecidos. A microexplosão pode ocorrer de forma concomitante com as fortes chuvas nas demais regiões, que tem causado inundações e mobilizado resgates.

– O fenômeno da microexplosão pode ocorrer o ano inteiro, mas é mais comum no verão, quando os dias são mais quentes e a umidade é alta, o que favorece a formação de nuvens de tempestade.

– Essas nuvens podem ter até 20 quilômetros de altura e são capazes de gerar vento destrutivo, segundo o National Weather Service, dos EUA.

“Um downburst é uma forte e relativamente pequena área de ar descendente, sob uma tempestade, que pode resultar em uma descarga de vento forte sobre o solo. Pode também surgir sob o efeito do resfriamento muito rápido do ar com a evaporação da chuva em uma atmosfera originalmente seca. O ar mais frio e denso desce rapidamente para o solo”, descreve o serviço americano.

Numa microexplosão atmosférica, a velocidade dos ventos pode ser muito alta, acima dos 200 quilômetros por hora, derrubando árvores e provocando danos estruturais a construções. É um grande risco para a decolagem e pouso de aviões. O fenômeno provoca estrondos altos, que as pessoas costumam comparar com o som de um trem de carga.

Segundo a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, dos EUA, em uma microexplosão os ventos se estendem horizontalmente por uma área inferior a quatro quilômetros. Macroexplosões ocorrem quando os ventos se espalham por uma área com mais de quatro quilômetros.

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Assuntos alagações, chuvas, destaque, Rio Grande do Sul
Cleber Oliveira 3 de maio de 2024
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