
Do ATUAL
MANAUS – Em cinco anos, 19.983 casos de violência contra as mulheres foram registrados no Amazonas. As agressões físicas são 34,6% dos registros entre 2018 e 2022. A maioria das vítimas é de crianças a partir dos 10 e adolescentes até 14 anos (25,8%). As mulheres na faixa de 15 a 19 foram 15,5% dos casos e as de 20 a 29 anos, 19,1%. A maior parte dos agressores são homens – 67,1% das notificações.
Os dados são da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde). A violência ocorre quase sempre na casa das vítimas: 66% das notificações.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, diz que o monitoramento é fundamental para a saúde pública, pois permite compreender a extensão do problema e direcionar ações de forma ainda mais eficaz no atendimento às vítimas.
“Além de prevenir danos físicos e psicológicos, o acompanhamento constante do cenário epidemiológico nos ajuda a fortalecer a construção de políticas públicas de saúde ainda mais sensíveis e direcionadas, contribuindo para um futuro em que todas as mulheres possam viver livres de violência e desfrutar de uma vida saudável e plena”, afirma Tatyana.
O cenário epidemiológico de 2018 a 2022 no Amazonas mostra que a violência sexual está em segundo lugar no ranking das violências sofridas pela mulher, representando 31,1% das notificações.
A violência sexual foi a mais prevalente em mulheres na infância e na adolescência, na faixa etária de 0 a 19 anos. O estupro lidera com 51,9% dos casos. Depois está a conjunção carnal ou outro ato libidinoso praticado contra menor de 14 anos.
“Ao rastrear e documentar esses dados, o objetivo é investir em uma vigilância eficaz que atue, de forma integrada com outras instituições, no estabelecimento de políticas e programas de prevenção que protejam nossas jovens e as preparem para uma vida saudável e livre de traumas”, diz Cassandra Torres, coordenadora de Vigilância de Violências e Acidentes da FVS.
O cenário completo das informações da violência contra a mulher, em todos os ciclos de vida dela, para o período está disponível no boletim disponível no site da Fundação, em: https://bit.ly/3Q7mv5g
