
Por Teófilo Benarrós de Mesquita, do ATUAL
MANAUS – O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) cobrou políticas públicas efetivas que proporcionem geração de renda à população das comunidades atingidas pela estiagem no Amazonas, alinhada à preservação ambiental. Para o parlamentar, os problemas causados por mudanças climáticas não são apenas locais ou nacionais, e sim mundiais.
Amom Mandel reconhece que “ajudar financeiramente os municípios do interior do Amazonas [afetados pela seca severa] é importante”, mas a responsabilidade do governo federal deve ir além.
“É importante que o governo federal assuma a responsabilidade diretamente em muitas questões relacionadas às queimadas, a estiagem e à seca no nosso Estado, ao invés de repassar esses problemas apenas às autoridades locais que evidentemente não vão ter a capacidade, sozinha, de lidar com esse problema, que é um problema não local, não nacional, mas mundial”, disse Amom.
“O problema das mudanças climáticas deve ser tratado com a devida importância e apenas transferir verbas, ou dar declarações e fazer visitas não é evidentemente o suficiente”, disse ao defender políticas públicas que combinem geração de renda com preservação ambiental
Na quarta-feira da semana passada (4), o vice-presidente de República Geraldo Alckmin (PSB) e uma comitiva de ministros visitaram o Amazonas e anunciarm medidas para amenizer os efeitos da seca.
“Ajudar financeiramente os municípios do interior do Estado do Amazonas é importante, pois nós temos essa deficiência orçamentária. Mas para além disso, os municípios do interior do Estado e o governo como um todo têm também uma deficiência de recursos humanos”, disse Amom.
Em postagem no X (antigo Twitter) no dia posterior à visita da comitiva presidencial, o deputado escreveu que “191 brigadistas é MUITO POUCO para o Amazonas. UM helicóptero da marinha equipado para apagar os incêndios é pouco. UMA visita para ver o problema é pouco”.
No mesmo dia postou também que “o governo federal está olhando para 500 mil pessoas nos interiores, que são as que mais necessitam de ajuda emergencial por conta do isolamento, da falta de infraestrutura e da pobreza, mas TAMBÉM existem mais de 2 milhões de pessoas que respiram fumaça há meses em Manaus, capital do Amazonas”.
“Vamos continuar cobrando para que o problema das queimadas seja tratado como deve ser: como emergência NACIONAL e INTERNACIONAL. Ninguém aguenta mais respirar fumaça. As omissões locais não podem se repetir em Brasília”, cobrou.

Cadê que ele cobra alguma coisa do Governador Negacionista?