
MANAUS – Uma força-tarefa formada por equipes do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) investiga a agressão seguida de morte, do soldado da Polícia Militar do Amazonas, André Luís Silva do Rosário, 33, que faleceu na noite de terça-feira, 29, após 10 dias internado. Outro policial que foi agredido junto com André Luís, cujo nome não foi informado, continua internado.
O grupo se reuniu, nesta quarta-feira, 30, com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, para falar dos avanços das investigações. “A sociedade, os familiares dos policiais e todos os nossos servidores de Segurança tem a nossa garantia de que iremos esclarecer mais esse crime, assim como aconteceu em todos os casos complexos como este, dentre eles a morte do sargento Camacho, quando prendemos todos os envolvidos”, disse Fontes.
Desde o ocorrido, no domingo, 20, o secretário destaca que todos os esforços de investigação estão sendo feitos para esclarecer a agressão contra os policiais, em uma casa de festas na Cidade Nova, zona Norte.
Há duas versões para a agressão. Uma delas foi contada ao delegado do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Márcio André, que comanda a investigação. Segundo essa versão, a mulher de André Luís, que também é policial militar, foi vítima de roubo e o marido junto com um amigo de farda resolveram capturar os assaltantes. Os policiais teriam se dirigido ao local onde, supostamente, os dois suspeitos teriam se escondido. Chegando ao local, na abordagem, identificaram os dois suspeitos, sendo que ambos foram alvejados e, no meio de uma confusão, teriam apontado os dois policiais militares como assaltantes no intuito de tentar dissimular a captura e a prisão dos supostos autores do roubo praticado contra a mulher. Na confusão, os participantes de um evento de confraternização de torcidas organizadas agrediu os dois policiais.
A segunda versão é de um dos organizadores do evento, que nega a versão contada ao delegado. O advogado Mário Silva disse que os dois policiais militares teriam chegado ao local em uma moto preta, sem camisa e atirando, o que teria feito com que os torcedores pensassem que se tratava de um assalto, e agrediram os dois.
O secretário Sérgio Fontes orienta que qualquer cidadão que tenha imagens (filmagens e fotografias) que possam colaborar com as investigações pode procurar diretamente o 27º DIP, a DEHS ou ainda ligar para 181, com a garantia total do anonimato.
O delegado Márcio André informou que cerca de 20 testemunhas já foram identificadas e serão intimadas para prestar esclarecimentos, dentre elas, as lideranças das torcidas organizadas que estavam no local. “Já solicitamos todas as provas periciais que identificamos ser necessárias para esclarecer o caso, que requer tempo para ouvir todas as testemunhas”, disse Márcio André.
