O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Fatima Guedes

Setembro – Revolução Borboleta

6 de setembro de 2023 Fatima Guedes
Compartilhar

Borboleta - Fatima Guedes
Tempo para voar, sair da regra e revolucionar-se (Foto: Elton Almeida)

Gosto de Borboletas. Elas me acompanham nos meus sonhos. Elas sabem voar, pousam nas flores e nos lugares mais bonitos… Por isso tenho várias borboletas tatuadas no braço, na costa, na bunda… Quero ser uma borboleta! (Borboleta: codinome de ex-presidiária. Algemas Silenciadas, 2018)

O mês de agosto de 2023 marcou: vestira-se de lilás reafirmando que-fazeres feministas por uma Mátria aquarelada em diálogos pluriversais. Conforme o Pensador Heráclito, “A vida é movimento; o sol é novo a cada dia”. Assim, as sementes lançadas no agosto lilás (Ronda Maria da Penha, apoio do 110 BPM, Operação SHAMAR da Polícia Civil e ações de Movimentos Feministas)alcançam setembro que, entre cores, flores e doces aromas, invagina-se de esperançares libertários.

Obviamente, a mística de setembro rememora comunidades tradicionais em suas conexões com a Lua do Vinho, da Cantoria, da Madeira… comas deusas regentes Ariadne, Deméter, Medusa, Perséfone, Têmis… Era o Mês Sagrado, tempo favorável para tomada de decisões e escolhas corretas. A propósito, o setembro que nos chega aqui/agora aponta desafios a escolhas justas: acolher os sussurros da Mãe Terra, dos legítimos cuidadores da vida (os elementais) e adubar dignamente as sementes do agosto lilás para que abundantes florações e frutos saudáveis saciem nossa fome por Justiça Socioambiental.

É possível testemunhar o vir-a-ser! O sol avermelhava a manhã. A música do vento sobre teimosas e resistentes folhagens – no enfrentamento a um cenário acinzentado de fumaça e calor intenso-, despertara multiplicidades de borboletas, que dançavam livremente, anunciando possibilidades transformadoras, transgressoras pelo direito à metamorfose, à autotransformação, ao poder de transformar casulos sistêmicos em universos/diversos e voar para além do determinado, do limitante.

A ousadia rítmica ao mesmo tempo revolucionária das borboletas, neste verão, somada aos propósitos feministas do agosto lilás remexem memórias de nossa infância e desnudam regras/padrões de caráter inquisidores impostos através do que chamavam brincadeiras de roda: “Lagarta pintada quem foi que te pintou? Foi uma velha que por aqui passou. No tempo da ira levanta poeira… Puxa lagarta, a tua orelha!”. Em princípio, lagartas coloridas de vida e beleza são crias de sábias ancestrais: as bruxas que por aqui passaram e deixaram legados de autonomia e libertação, em total desacordo às regras machistas/patriarcais. Impossível não lembrar a essencialidade da Lagarta Pintada! Impossível não desejar a sabedoria, o poder das velhas bruxas e afirmar o direito à metamorfose! 

Passaram-se mais de 70 anos… Quantas manas ainda se mantêm fechadas em casulos ideológicos machistas, conjugais, institucionalistas… puxando as orelhas por se atreverem, em algum momento, ensaiar voos transgressores, colorir-se a partir dos próprios desejos, alçar voos inéditos como e onde querem!  Quantas milhares de manas também tiveram orelhas e asas arrancadas nos tempos da ira, da dita “Santa Inquisição”. 

Vale lembrar que os tempos da ira não passaram… Estão aí mascarados em religiões, grupos fascistas, em instituições ditas democráticas e etc. Mulheres continuam reféns de gestores, administradores, pastores, caciques políticos, patrões, maridos e de sistemas que as mantêm em posições de subalternalidades.

A metáfora da Lagarta Pintada é um dos impositivos patriarcais criado há séculos. É uma estratégia lúdica, sutil e maléficacontra o despertar feminino; é uma apropriação sobre ingenuidades, carências, dependências, analfabetismo e empobrecimento de mulheres.  Por essa via, o falseamento da realidade através de “brincadeiras” impostas às meninas aniquila possibilidades de autoconhecimento, de problematizações sobre si mesmas e conquista da liberdade. É tempo de primavera! As borboletas em bando enfrentam ameaças e inquisições ambientais. No coletivo são bem mais fortes! Não desistem do direito à Vida! Enquanto lagartas, nutriram-se sabiamente: armazenaram energias, conhecimentos, experiências, estratégias… O tempo do casulo é incerto. É o tempo necessário para empoderar-se de autoconhecimento, autoconsciência, autocuidado, autonomia… Tempo para voar, sair da regra e revolucionar-se: seja feita a minha vontade!


Fátima Guedesé educadora popular e pesquisadora de conhecimentos tradicionais da Amazônia. Uma das fundadoras da Associação de Mulheres de Parintins, da Articulação Parintins Cidadã, da TEIA de Educação Ambiental e Interação em Agrofloresta. Militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde (ANEPS). Autora das obras literárias, Ensaios de Rebeldia, Algemas Silenciadas, Vestígios de Curandage e Organizadora do Dicionário - Falares Cabocos.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

FilhXs das Filas

‘Gostoso Veneno’

Resistências de uma Guerreira Sagrada

É todo dia…

Vendilhagens

Assuntos borboletas, revolução
Valmir Lima 6 de setembro de 2023
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?