O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Mercúrio é parte da crise yanomami; saiba outros riscos perigosos

23 de fevereiro de 2023 Dia a Dia
Compartilhar
Médicos atendem crianças yanomami com desnutrição: crise humanitária (Foto: Igor Evangelista/Ministério da Saúde)
Médicos atendem crianças yanomamis com desnutrição: crise humanitária (Foto: Igor Evangelista/Ministério da Saúde)
Por Stefhanie Piovezan, da Folhapress

SÃO PAULO – A contaminação por mercúrio em terras indígenas representa uma parte dos problemas ocasionados pela presença de garimpeiros. “É a ponta do iceberg”, diz o médico Paulo Cesar Basta, que há décadas estuda a saúde dos povos originários.

Pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, ele afirma que a entrada dos garimpeiros é seguida por uma série de ações desestruturantes. Em conjunto, essas medidas desafiam os profissionais de saúde e demandam ações integradas.

“Só o Ministério da Saúde, o da Justiça ou o dos Povos Indígenas não vão resolver. É necessário o desenvolvimento de políticas públicas e intervenções interministeriais”, afirmar Basta, que começou a atuar com os yanomamis em 1998.

Ele explica que, após a chegada ao território, os garimpeiros provocam a derrubada da cobertura vegetal e a mudança nos cursos d’água, além de abrirem grandes cavas que criam condições apropriadas para a reprodução de mosquitos. Os insetos levam ao aumento não apenas de casos de malária, mas de leishmaniose visceral e tegumentar.

O processo de desmatamento também afugenta a caça. Mamíferos maiores, como a anta e o porco do mato, quando não são abatidos pelos próprios garimpeiros, afastam-se. A devastação diminui ainda as áreas em que as comunidades podem fazer suas roças e elimina uma série de plantas que são consideradas medicinais.

“Geralmente, o garimpo entra dessa forma mais truculenta e depois vai lançando mão de estratégias de cooptação de homens jovens com a promessa de enriquecimento e acesso a bens e equipamentos que vêm da cidade. À medida que o jovem, que é forte, guerreiro, sai da comunidade, sua família fica vulnerável e há conflitos internos porque os mais velhos são contrários ao garimpo”, relata o pesquisador.

A saída dos homens tem impacto direto na segurança alimentar, já que há uma divisão tradicional do trabalho. “A mulher fica responsável pelo gerenciamento da roça, que é basicamente composta de elementos que têm carboidratos, e cabe ao homem sair para pescar, caçar e trazer a proteína para alimentar sua família”, conta o médico.

A mudança na dieta é agravada por outro método empregado pelos garimpeiros: a distribuição de cestas básicas, com produtos ricos em gordura, sal e açúcar. Elas alteram os hábitos alimentares e favorecem uma dupla carga de desvios nutricionais. De um lado, crianças e idosos com desnutrição. Do outro, adultos jovens com sobrepeso, hipertensão e diabetes.

Estudo realizado em 2018 e 2019 pelo grupo de Basta em duas regiões da terra yanomami – Awaris, no extremo norte de Roraima, e Maturacá, no Amazonas – mostrou que 80% de 350 crianças avaliadas tinham déficit de estatura para a idade, 50%, déficit de peso para a idade e 70%, anemia por desnutrição aguda.

Os cientistas decidiram então atacar uma das frentes do problema e tentar prover água potável. “Voltamos ao território neste ano e coletamos amostras de água e de sedimento dos rios. Estamos fazendo a análise dos contaminantes químicos e microbiológicos para montar, junto com a comunidade, um sistema de abastecimento e reduzir os casos de diarreia, desidratação e desnutrição”.

Além disso, lembra Basta, há a questão da violência sexual, levando ao aumento de doenças sexualmente transmissíveis e da sífilis gestacional.

“Na ponta do iceberg, está o mercúrio usado no garimpo, que vai contaminar o solo, o leito dos rios, ingressar na cadeia alimentar e chegar até o ser humano, causando lesões nos tecidos”, diz o médico.

Em adultos, os sinais mais comuns de contaminação por mercúrio envolvem dor de cabeça crônica, zumbido no ouvido, sensação de gosto metálico permanente na boca, alterações na visão, insônia, irritabilidade, tremores das extremidades, diminuição da sensibilidade dos pés e das mãos.

Em gestantes e crianças a situação é ainda mais delicada. O mercúrio tem a capacidade de ultrapassar a barreira placentária e chegar ao feto, afetando o desenvolvimento do sistema nervoso central. A contaminação pode provocar abortos de repetição e, em caso de nascimento, causar deformidades, paralisia cerebral e atraso no desenvolvimento.

“A criança nasce aparentemente bem, só que aos seis meses não sustenta a cabecinha, não consegue sentar. Ela demora para sentar, engatinhar, ficar de pé, dar os primeiros passos, falar. Ela não brinca como as outras crianças, tem dificuldade de aprendizado, e são efeitos da exposição crônica ao mercúrio no período pré-natal”, diz Basta.

“Há estimativas de que, para cada micrograma de mercúrio detectado numa amostra de cabelo da mãe, a criança perde 0,18 ponto no QI (quociente de inteligência)”, complementa o médico.

“Com a saúde neurológica comprometida, essas crianças podem não conseguir atingir postos de destaque na sociedade na vida adulta para quebrar o ciclo de pobreza. Isso vai aprofundar a desigualdade social e o colonialismo estrutural instalado há séculos”, disse.

Para ele, a situação requer que a sociedade reconheça que o conhecimento ancestral dos indígenas é essencial para manter a floresta de pé e que esses territórios têm de ser respeitados. O governo, por sua vez, precisa intensificar políticas de inclusão para que mais indígenas ocupem vagas em universidades e postos no Legislativo e no Executivo; garantir a soberania do território e prover serviços essenciais.

“É necessário haver água potável, manejo de resíduos e acesso a serviços de saúde bem estruturados, com equipamentos e profissionais de nível superior competentes, preferencialmente fixados por meio de concursos públicos”, afirma o pesquisador.

Notícias relacionadas

Falsa dentista é presa quando atendia paciente em Manaus

Esquadrão explode artefato em condomínio residencial de Manaus

Prefeitura vai selecionar chefs para o #SouManaus 2026

COP17 exclui do debate efeitos sociais da desertificação

São Paulo e Rio de Janeiro lideram ranking da população de rua

Assuntos desmatamento, garimpo ilegal, mercúrio, yanomamis
Cleber Oliveira 23 de fevereiro de 2023
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Garimpeiros usam mercúrio no processo de lavra do ouro (Foto: MPF/Divulgação)
Dia a Dia

Justiça torna réus 70 investigados por contrabando de mercúrio na Amazônia

14 de agosto de 2026
Amazônia Legal (Imagem: TV Brasil/Reprodução)
Dia a Dia

Floresta em pé: índice de desmatamento na Amazônia é o menor desde 2016

11 de agosto de 2026
Amazônia
Dia a Dia

Lula quer mostrar a Trump números de queda do desmatamento na Amazônia

8 de agosto de 2026
Dia a Dia

MPF cobra R$ 1,5 bilhão de grupo por garimpo ilegal em Maués (AM)

30 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?