O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Política

Deputado propõe aumento de pena em caso de mentira sobre estupro

20 de setembro de 2022 Política
Compartilhar
Deputado Carlos Jordy é autor do projeto (Foto: Maryanna Oliveira/Agência Câmara)
Deputado Carlos Jordy é autor do projeto (Foto: Maryanna Oliveira/Agência Câmara)
Por Gabryella Garcia, da Folhapress

SÃO PAULO – O advogado de Mariana Ferrer, Júlio Cesar Ferreira da Fonseca, encaminhou na quinta-feira (15) um ofício solicitando a retirada do nome da modelo e influenciadora digital do projeto de lei 1837/22, de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que sugere aumento de pena em caso de comunicação falsa de crime quando a suposta denúncia for relacionada a crimes sexuais. Para justificar sua proposta, o deputado usou como exemplo o caso de Mari Ferrer, alegando que ela mentiu ao dizer que foi abusada sexualmente.

Atualmente, a pena para o crime é de um a seis meses de prisão ou multa. Com a qualificadora proposta por Jordy, a pena passaria a ser de um a três anos mais multa. Além disso, o deputado também sugere que a pena seja aumentada se ocorrer um aborto por parte de quem denunciou falso abuso.

Em conversa exclusiva com a reportagem, Fonseca diz que a justificativa do deputado citando o caso de Mariana é mentirosa. Ele classificou a situação como absurda. O advogado também destacou que o caso envolvendo Mariana ainda está correndo, podendo ser alterada a sentença que absolveu André de Cargo Aranha.

“A situação é tão absurda que no próprio documento que absolveu Aranha por enquanto, o desembargador [Vogal Paulo Sartorato] diz que Mariana não mentiu em momento algum. A absolvição aconteceu pela falta de materialidade do estado de vulnerabilidade da Mariana, e não porque ela mentiu sobre o que aconteceu. Então, de onde ele tirou isso? Queremos justiça e a verdade, e se ele tem opinião sobre isso, que guarde para ele, mas não use a mentira para justificar um projeto de lei”.

“O acórdão foi taxativo em dizer que Mariana não cometeu qualquer crime, seja de denunciação caluniosa, seja de falsa comunicação de crime”, diz trecho do ofício enviado por Fonseca a Carlos Jordy, ao qual a reportagem teve acesso.

Ele também afirmou que após a apresentação do projeto, Mariana passou a receber diversas mensagens que citavam a proposta. “Ela ficou muito chateada e, por isso, me repassou. Perguntou o que eu achava e disse que se sentia em uma situação absurda”.

Além do caso de Mariana, o deputado também citou como exemplo o caso entre Neymar e a modelo Najila Trindade, que o acusou de estupro em 2019, e o caso entre Johnny Depp e Amber Heard, em 2022. Com base nos três exemplos, Jordy argumentou que é “público e notório que tem se tornado recorrente a falsa comunicação de crimes atinentes à dignidade sexual no Brasil”.

Por fim, Fonseca também afirmou que a proposta favorece estupradores e inibe mulheres a fazerem denúncias. “Parece que o PL foi feito para causar polêmica. A falsa comunicação é crime relacionado a qualquer episódio, não pode querer uma pena maior porque fez falsa comunicação de estupro. E o homicídio, como fica? Ele criou uma presunção de que o Brasil está sendo tomado por denúncias mentirosas sobre estupro, o que é um absurdo. Pode até ter algumas situações, mas é raro. A mulher não se submete e não se expõe a isso”.

A reportagem tentou contato com o deputado Carlos Jordy, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para manifestações.

Denúncias

Para Tainã Góis, advogada e coordenadora do Núcleo de Direito e Diversidade da Escola Superior de Advocacia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a proposição é totalmente ideológica e não está baseada em nenhum tipo de evidência. Ela também diz que, “com toda a certeza”, esse tipo de proposta acaba desencorajando mulheres que realmente foram agredidas sexualmente a não fazerem denúncias.

“Esse projeto é baseado em populismo penal”, diz Tainã, que fala da complexidade dos casos de estupro e a dificuldade em comprová-los – nem por isso, porém, são denúncias mentirosas. “Muitas vezes, a condenação só existe com prova pericial, mas muitos casos não deixam marcas visíveis, então é um crime de difícil comprovação por geralmente só ter a vítima e o agressor como testemunhas oculares”, diz Tainã.

“O segundo ponto é que os tribunais tendem a não reconhecer as várias modalidades do crime, porque o estupro não é apenas o carnal. Além disso, existe a revitimização das mulheres e um dos grandes elementos da defesa dos acusados é tentar desmoralizar a vítima como se ela pudesse ser estuprada porque não tem moral. Essa questão moral, a dificuldade de provas e a estratégia de desmoralizar as vítimas de crimes sexuais faz com que possa acontecer a absolvição. Se, no decorrer do processo não haver provas materiais do crime de estupro e não houver condenação, não se pode também afirmar que a denúncia inicial foi falsa”, disse.

Sobre a afirmação do deputado Carlos Jordy em sua argumentação de que é “notório que tem se tornado recorrente a falsa comunicação de crimes atinentes à dignidade sexual”, ela destacou que esses dados não existem.

“Tem que fazer lei pensando em estatísticas, e não em casos excepcionais que com certeza existem, mas não são estatisticamente relevantes para virar lei. Considerando que a maior parte das mulheres não denuncia crimes sexuais e tem medo, todo esse populismo penal em torno das denunciadoras aumenta o medo. Caso aprovado [o projeto de lei], com certeza vai criar uma tensão a mais, para que as mulheres tenham ainda mais medo de denunciar”, afirmou.

A advogada ainda relembrou que Aranha foi absolvido pela falta de comprovação de que Mariana estaria em estado de vulnerabilidade, e não porque teria mentido. Os próprios desembargadores afirmaram que não houve qualquer crime cometido por Mari Ferrer. Ela ainda criticou a postura do deputado Carlos Jordy.

“É um projeto ideológico que não parte de uma realidade concreta. O feminismo baseia leis em evidências, e ele baseia tudo em uma narrativa. Não olhou para os dados nem estudou a questão”, concluiu.

Notícias relacionadas

Juristas avaliam que conversas entre Vorcaro e Moraes configuram ‘promiscuidade’

Mendonça defende que plenário do STF analise diálogos de Moraes com Vorcaro

Propostas de candidatos para mulheres não incluem a política

Vorcaro consultou Moraes sobre possibilidade de escapar da Operação Compliance Zero

David diz que Rotta ‘não faz falta’ e que grupo de Cidade e Wilson é fraco

Assuntos Depurado Carlos Jordy, estupro, Mari Ferrer
Cleber Oliveira 20 de setembro de 2022
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

PMs presos por roubo e estupro de adolescente em SP
Polícia

PMs são presos suspeitos de roubar e estuprar menor de idade em São Paulo

24 de agosto de 2026
O suspeito foi preso e levado à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Foto: Divulgação)
Polícia

Homem é preso suspeito de estuprar adolescente indígena de 12 anos em Manaus

8 de agosto de 2026
Política

PF pede à PGR autorização para investigar vice de Flávio Bolsonaro por estupro

6 de agosto de 2026
O suspeito foi preso e levado à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Foto: Divulgação)
Polícia

Professor de jiu-jítsu é preso suspeito de estuprar adolescente de 14 anos

21 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?