
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – Mais quatro casos de Monkeypox, doença mais conhecida como varíola dos macacos, foram confirmados no Amazonas pela FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde), nesta quinta-feira (11). Três deles não viajaram para outros estados, portanto, são considerados “casos autóctones”, isto é, de transmissão local.
De acordo com a FVS, o resultado de exame laboratorial de sete pessoas que estavam sendo monitorados pelo Cievs-AM (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas) confirmou quatro casos da doença e descartou três. Com isso, o Amazonas passa a ter nove casos confirmados, oito suspeitos e oito descartados.
Em relação aos quatro novos casos diagnosticados nesta quinta-feira, a FVS informou que o primeiro teve contato com paciente confirmado para Monkeypox de outro estado, ou seja, trata-se de um caso importado. O quadro de saúde do paciente é estável e ele está em isolamento domiciliar com acompanhamento pelo Cievs Manaus.
Os outros três casos não apresentam histórico de viagem nos últimos 21 dias. Os demais contatos, recentes, são de origem desconhecida e não há como estabelecer vínculo epidemiológico para caracterizar transmissão importada, por isso, são considerados “casos autóctones”. Esses pacientes também estão estáveis e recebendo auxílio do Cievs.
Prevenção
Nesta quinta-feira, a FVS divulgou medidas para prevenir a infecção pelo vírus Monkeypox, entre elas reduzir o número de parceiros sexuais, evitando parcerias anônimas; evitar beijar, abraçar, ou fazer sexo com alguém com Monkeypox; e, no caso de sintomas da doença, avisar as pessoas com quem teve relação sexual nos últimos 21 dias.
A FVS também orienta que as pessoas diagnosticadas com Monkeypox devem utilizar máscara e roupas cobrindo as lesões; higienizar as mãos frequentemente; não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, roupas ou roupas de cama; e buscar um serviço de saúde nos casos de aparecimento de lesões (bolhas) ou feridas.
O atendimento inicial deve ser realizado, preferencialmente, nas unidades básicas de saúde da atenção primária, indicando-se internação hospitalar para os casos que apresentem sinais de gravidade. Os sinais e sintomas incluem dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, malestar, fadiga, lesões maculopapulares na pele e linfadenopatia.
Leia o comunicado da FVS clicando aqui.
