
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – O presidente do Boi Garantido, Antônio Andrade, publicou nas redes sociais, na madrugada deste domingo (10), um comunicado do adiamento da assembleia geral extraordinária que analisará a prestação de contas da agremiação referente ao ano de 2021. Opositores de Andrade, no entanto, afirmam que a reunião está mantida.
A assembleia foi convocada no último dia 29 de junho pelo Conselho Fiscal da agremiação, composto pelo presidente Rozinaldo Carneiro e pelos membros titulares Raimundo Oscar Oliveira e Astryd Portilho. A reunião tem objetivo de “examinar, discutir e votar o relatório, o balanço patrimonial e as contas da administração do exercício de 2021”.
No comunicado divulgado neste domingo, Andrade considerou um ofício do comandante do 11º BPM (Batalhão da Polícia Militar), Leandro Moreira. Em resposta à solicitação de reforço policial para a assembleia deste domingo, o comandante recomendou o adiamento da reunião para um dia que houver “menos instabilidade”.
Moreira considerou “os atos revoltosos de artistas e outros trabalhadores na Cidade Garantido, o que tem posto em risco a segurança no local” e a “desordem e depredações ocorridas na noite do dia 8/7/22 (sexta-feira), na Cidade Garantido, sendo que a Polícia Militar compareceu ao local e teve que fazer uso da força para manter ordem”.
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Andrade pautou a reunião para o dia 31 de julho. “Considerando o ofício nº 006/P-3/11ºBPM-2022, datado de 09/07/2022, na qual o Comandante do 11º BPM recomenda o adiamento da Assembleia Geral Extraordinária, marcada para o dia 10/07/2022, às 10h, que seria realizada na Cidade Garantido”, diz o comunicado de Andrade.
Opositores a Antônio Andrade já estavam na Cidade Garantido horas antes do horário marcado para a reunião extraordinária, com cartazes pedindo a saída dele. O ex-amo do Boi Garantido Gaspar Medeiros fez uma transmissão ao vivo da frente do local e informou que os três conselheiros fiscais da agremiação já estavam no local para realizar a reunião.
A assembleia extraordinária ocorre em meio a uma crise no Boi Garantido, com pressão pela renúncia de Antônio Andrade, cujo mandato só termina em 2023. Na sexta-feira (8), trabalhadores que tentavam receber o pagamento por serviços prestados à agremiação folclórica de Parintins (AM) atearam fogo e quebraram alegorias na Cidade Garantido.

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