
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – A Prefeitura de Manaus interditou o acesso ao local onde será construído o Parque Encontro das Águas, na zona oeste de Manaus, depois que parte do barranco cedeu e deixou a estrutura comprometida. Segundo a prefeitura, engenheiros foram ao local e verificaram que se trata de “processo de erosão natural”.
Os desmoronamentos na orla foram registrados por ativistas ambientais do movimento SOS Encontro das Águas na quarta-feira (20). Após receber informações de que havia risco de desabamento, o grupo foi ao local e identificou que a queda do barranco ocorre no trecho de 250 metros em que a prefeitura colocou pneus para facilitar o acesso da praia ao mirante.
O movimento solicitou à prefeitura a interdição do local e a visita de técnicos para verificar as causas dos desmoronamentos. Nesta sexta-feira, em resposta do ATUAL, a prefeitura comunicou que equipes técnicas estiveram na região e verificaram que trata-se de “processo de erosão natural ampliado com o período intenso de chuvas”.
O secretário executivo da Defesa Civil, Fernando Júnior, disse que técnicos de engenharia foram enviados ao local para fazer a avaliação de deslizamento de terra e interditaram a área em razão dos riscos eminentes. “Vamos trabalhar na parte da engenharia para fazer a restauração do talude e, com segurança, voltar a ter o parque liberado”, disse Fernando.
De acordo com a prefeitura, o diretor do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), Carlos Valente, também esteve no local e verificou que há fissura no terreno, no talude, e a causa pode ser alguma “fragilidade geológica”. Segundo ele, a área ficará interditada até que os novos estudos sobre a estrutura estejam concluídos.
“Pode ser decorrente de alguma fragilidade geológica, saturação do solo, e estamos aqui, com técnicos que fizeram estudos em 2006, quando da contratação do projeto assinado por Niemeyer, para retomar a análise do que está ocorrendo. Será feita uma nova avaliação geológica e as intervenções de solução de contenção serão propostas”, disse Valente.
O diretor do Implurb afirmou que há possibilidade de se construir no local uma “cortina atirantada”, que é uma técnica de contenção usada para executar uma cortina de concreto armado, projetado, parede ou perfis metálicos cravados. Ele citou ainda a possibilidade de se construir escalonamento no talude.
Carlos Valente disse que a erosão é um processo natural e o tempo se encarrega de fazer acomodações de terreno. “Estamos trabalhando num bom diagnóstico de geologia e técnico para definir as melhores intervenções, seguido da finalização do projeto para encaminhar à licitação e iniciar as obras”, afirmou o presidente do Implurb.
Leia a nota na íntegra:
NOTA
Erosão no Mirante Encontro das Águas
Um processo de erosão natural ampliado com o período intenso de chuvas levou a Prefeitura de Manaus a interditar o acesso ao futuro Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, na zona Leste. Durante visita técnica com equipes do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), foi identificada a erosão e acionados os órgãos responsáveis, como a Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), além da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg).
O secretário executivo da Defesa Civil, coronel Fernando Júnior, explicou que técnicos de engenharia foram enviados ao local para fazer a avaliação de deslizamento de terra.
“A Defesa Civil prontamente colocou suas equipes em campo. Foi feita a interdição e isolamento da área para garantir a segurança em razão dos riscos eminentes”, comentou.
“Tomamos as providências imediatas, com interdição tendo apoio do Implurb. E vamos trabalhar na parte da engenharia para fazer a restauração do talude e, com segurança, voltar a ter o parque liberado. Este espaço é uma pérola para a cidade”, falou o coronel.
O diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente, também esteve no local e verificou que há fissura no terreno, no talude. Segundo alguns frequentadores do espaço, os deslocamentos de terra teriam ocorrido antes da Páscoa.
“Pode ser decorrente de alguma fragilidade geológica, saturação do solo, e estamos aqui, com técnicos que fizeram estudos em 2006, quando da contratação do projeto assinado por Niemeyer, para retomar a análise do que está ocorrendo. Será feita uma nova avaliação geológica e as intervenções de solução de contenção serão propostas, como uma cortina atirantada ou escalonamento do talude, do barranco. Temos que praticar o suprassumo da engenharia para esta área belíssima e que nos remete a grandes responsabilidades”, falou Valente.
Por cautela e por recomendação da Defesa Civil, a área ficará interditada até que os estudos e contenção estejam disponíveis. “Pedimos a compreensão de todos no sentido de se preservar e manter a segurança, evitando riscos de ir ao local”.
O engenheiro Carlos Valente lembra que a erosão é um processo natural e o tempo se encarrega de fazer acomodações de terreno.
“Estamos trabalhando num bom diagnóstico de geologia e técnico para definir as melhores intervenções, seguido da finalização do projeto para encaminhar à licitação e iniciar as obras”, acrescentou.
*Cortina atirantada é uma técnica de contenção usada para executar uma cortina de concreto armado, projetado, parede ou perfis metálicos cravados.
