
Da Redação
MANAUS – A fabricação de motocicletas nas indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus) em fevereiro teve o melhor desempenho para o mês desde 2015. Foram 107.046 unidades, 84,5% maior em relação a fevereiro de 2021 (58.014 motocicletas produzidas) e 28,1% superior a janeiro deste ano (83.543 unidades).
A produção média em fevereiro, que teve 20 dias úteis, foi de 3.702 unidades. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, que também 20 dias úteis, houve alta de 29% (2.869 unidades diárias).
O primeiro bimestre de 2022, com 190.589 motocicletas produzidas, também registrou desempenho em alta, com volume 70,7% superior aos meses de janeiro e fevereiro de 2021 – 116.645 unidades.
A marca de 190 mil unidades havia sido alcançada no primeiro bimestre de 2020, antes da primeira onda de Covid-19 no país, quando foram produzidas 194.734 motocicletas.
Também houve aumento de 14,35% de emplacamento de motocicletas no primeiro bimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado – 163.693 em 2022 contra 143.182 em 2021.
As motocicletas de baixa cilindrada (até 160) responderam por 82,8% dos emplacamentos, com 61.321 unidades. Os modelos de 161 a 449 cilindradas representaram 13,6% dos negócios, com 10.081 unidades; e as motocicletas acima de 450 cilindradas somaram 2.630 licenciamentos, o que representa 3,6% do mercado. O comparativo de venda entre os meses de fevereiro deste ano e do ano passado também registrou alta, de 29%.
A região Sudeste foi o maior mercado consumidor das motocicletas produzidas no PIM. No primeiro bimestre, foram vendidas 64.299 unidades, o que corresponde a 39,3% do mercado. Em segundo lugar, ficou a região Nordeste, com 49.975 motocicletas licenciadas e 30,5% de participação no mercado.
Na sequência do ranking, ficaram as regiões Norte (18.144 unidades e 11,1% de participação), Sul (16.183 unidades e 9,9%) e Centro Oeste (15.092 unidades e 9,2%).
Houve recuo de 2,7% nas exportações de motocicletas nos dois primeiros meses de 2022. Foram vendidas 6.643 motocicletas e os princiapais destinos foram a Argentina (1.860 motocicletas e 23,3% do volume total exportado), os Estados Unidos (1.684 unidades e 21,1%) e a Colômbia (1.308 motocicletas e 16,4%).
Entretanto, em fevereiro as maiores venda foram para o Uruguai com 1.008 unidades e 21,1% das exportações. Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos (922 motocicletas e 19,3% do total exportado), seguidos pela Colômbia (900 unidades e 18,8%).
Os números foram apresentados nesta segunda-feira (14) pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Ao avaliar os números, Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, afirma que a produção de motocicletas está em ritmo de retomada. “No primeiro bimestre de 2021 tivemos grandes dificuldades, devido a segunda onda da pandemia em Manaus. Em janeiro deste ano, a variante ômicron afetou o ritmo da produção. Agora, a tendência é de evolução e crescimento para atender a demanda”, afirmou.
Fermanian destaca que a demanda deve continuar crescendo. “O consumidor tem na motocicleta uma alternativa de deslocamento ágil e seguro, com menor custo de manutenção e que pode ser utilizado como instrumento de trabalho ou lazer. Além disso, o fator economia de combustível está levando muitos consumidores a optarem pela motocicleta no dia a dia”, disse.
A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as sete maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais.
As fabricantes do setor de Duas Rodas geram cerca de 14 mil empregos diretos em Manaus, segundo a Abraciclo.
