
Da Redação
MANAUS – Cancelada em 2020, a festa de Réveillon na Ponta Negra voltará “grande” este ano, afirmou o prefeito de Manaus David Almeida ao anunciar que o acesso das pessoas será por catraca eletrônica. A definição da quantidade de público no local dependerá dos índices de vacinação e do contágio da Covid-19 na capital. Segundo Almeida, “neste momento os casos estão estáveis” e, por isso, há essa expectativa otimista.
“Até porque nós já tivemos evento com até 30 mil pessoas aqui na cidade. Como a praia [da Ponta Negra] é um local aberto, nós ainda estamos finalizando as tratativas com muita cautela para poder dizer o tamanho do evento que teremos [na virada do ano]”, disse o prefeito em entrevista ao ATUAL nesta quarta-feira (24).
“Todo ano no Réveillon se faz contenção com barreira. Vamos exigir que se apresente o cartão de vacinação, vai ter todo um controle. Vamos fazer os gradis e umas cercas grandes, na entrada terá catraca eletrônica. É possível, sim, fazer essa seleção [de pessoas imunizadas]”, disse. A festa de fim de ano terá como atração principal o cantor Luan Santana, cujo cachê foi de R$ 600 mil.
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Sobre a desobrigação do uso de máscara na cidade, David Almeida disse que manterá o limite de 80% da população imunizada. Segundo o prefeito, quando cogitou a possibilidade de liberar o item de segurança os casos de Covid-19 ainda não tinham “explodido” na Europa. “O que acontece fora, também acontece aqui”. Segundo ele, em Manaus, atualmente, “a Covid está matando menos do que a gripe, a pneumonia, do que os acidentes de carros e do que o câncer”.
“Das pessoas que estão internadas em UTI, mais de 80% não receberam uma dose de vacina, outras receberam uma dose e um número bem pequeno recebeu a segunda dose”, disse.
Ainda assim, afirmou Almeida, a “questão do uso ou não de máscara está mantida, sim”. “A partir do momento que a gente tiver 75% ou 80% da população vacinada, podemos diminuir a exigência do uso de máscara em locais abertos para a prática de esportes, mas manter o uso da máscara em locais fechados, repartições ou onde existe maior concentração de pessoas, como ônibus, UBS, escolas”.
Conforme o prefeito, “fica difícil controlar [o uso de máscara] em locais abertos, nós não temos efetivo para isso, nem da Guarda Municipal nem dos nossos fiscais, porém nós estamos fazendo a nossa parte de, como agente público, orientar a população”.
David Almeida disse que acompanha os casos de transmissão de Covid-19 para assegurar a dimensão das festas de fim de ano. “Eu tenho mais 12 a 15 dias para acompanhar”, disse. “Nós vamos ter [o Réveillon]. Já está certo. Será na Ponta Negra. O tamanho, nós vamos saber a partir do índice de vacinação e a questão da transmissão”.

