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Variedades

Banda Gentileza volta em boa forma

22 de julho de 2015 Variedades
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A banda Gentileza surgiu na metade da década de 2000 (Foto:Divulgação)

SÃO PAULO – O pianinho nervoso que abre Eu Sempre Quis, primeira faixa do recém-lançado Nem Vamos Tocar Nesse Assunto, novo álbum da curitibana Banda Gentileza, fica ainda mais envolvente com o vocal que começa dizendo: “eu sempre quis tomar um pé na bunda”. Entre letras criativas que misturam o escárnio e o amor, o novo disco traz o rock autoral e polifônico já conhecido pelos fãs, mas agora mais maduro, equilibrado e potente.

E é mais fácil e mais produtivo definir a banda entre esses dois sentimentos (amor e escárnio) do que enumerar os estilos que compõem as nove faixas do disco, disponível para download gratuito no site da banda e em streaming nas mais diversas plataformas. Transitando com facilidade entre a viola caipira e o violino e entre o trombone e o piano, o grupo faz um rock autoral que se espalha por influências que vão do samba à música balcã. A diferença é que agora, seis anos depois do primeiro disco, o processo é mais seguro e o resultado, mais sólido.

“No primeiro disco, o processo de composição era meio esquizofrênico”, comenta Heitor Humberto, vocalista, compositor e fundador da Banda.

O rock da Gentileza continua recheado de nuances surpreendentes, e agora dá mais protagonismo às guitarras e tem nos coros uma ferramenta relevante. “Estamos mais em paz, mais seguros, e acho que até pode ser resultado de anos dessa experimentação”, comenta Heitor. Outro fator que aponta para a tranquilidade é o menor número de pessoas na nova formação: são quatro músicos fixos. “Foi daí que veio a sonoridade de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto”, explica Jota Borgonhoni, guitarrista e também um dos fundadores da Gentileza (ele ficou ausente entre 2008 e 2012). “Fizemos os arranjos nas guitarras, bem básico, e aí ‘descansamos'”, diz por telefone ao jornal O Estado de S.Paulo.

A banda surgiu na metade da década de 2000, quando Heitor convidou Diego Perin (baixista), Diogo Fernandes (ex-baterista; hoje quem segura as baquetas é Bruno Castilho) e Jota para ensaiar e tocar nas festas da faculdade de Comunicação em Curitiba. Entre covers tão diversos (Kasabian, Mombojó e Tim Maia), as composições apareceram, a formação foi se ajustando e, em 2009, veio o primeiro disco – e os shows ao vivo, que revelaram um grande potencial com a plateia, motivado pelo carisma inacabável do vocalista.

O grupo viajou pelo Brasil, pipocou na imprensa, uma das músicas foi trilha de Malhação e do filme Julio Sumiu (2014). “Tudo era muito mais despretensioso naquela época”, comenta Jota. Mas ele ressalta que o espírito livre da Gentileza continua presente. E é claro que nós vamos tocar nesse assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Amazonas Atual, Banda Gentileza, rock
Valmir Lima 22 de julho de 2015
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