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Política

Bolsonaro ignora caso Covaxin e se nega a responder perguntas sobre corrupção

24 de junho de 2021 Política
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Presidente Jair Bolsonaro disse que não responderia a perguntas idiotas (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Por João Pedro Pitombo, da Folhapress

SALVADOR – Acossado pelas suspeitas de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (24) no Rio Grande do Norte que não há suspeitas de corrupção em seu governo.

“Para a tristeza de alguns poucos, o Governo que está completando dois anos e meio sem uma acusação sequer de corrupção. Não adianta inventar vacina, porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa ontem”, afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda indicou que não irá se pronunciar sobre as suspeitas, afirmando que não tem que dar entrevistas e que não irá responder a perguntas idiotas.

“Eu não tenho que dar entrevista. Eu não tenho que responder perguntas de muitos idiotas. Que o tempo todo só vem debaixo na gente. Não estou livre de errar, mas tenho humildade suficiente pra reconhecer que tudo isso acontece”, disse.

As declarações foram dadas na cidade de Jucuruti, no Rio Grande do Norte, onde o presidente participou de uma visita técnica à barragem de Oiticica, que quando estiver pronta atenderá 330 mil pessoas na região.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Fábio Faria (Comunicações) – os três não usaram máscaras de contenção contra a Covid-19.

À tarde, Bolsonaro ainda participará, na cidade de Pau dos Ferros, da assinatura da ordem de serviço do Ramal do Apodi, canal que levará água da transposição do Rio São Francisco ao Rio Grande do Norte.

As suspeitas envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin atingiram o Palácio do Planalto, com o relato de que o próprio presidente Jair Bolsonaro foi alertado há mais de três meses dos indícios de irregularidades.

O surgimento de novos fatos resultou em uma nova linha de investigação da CPI da Covid, que se tornou central e deve nortear as atividades da comissão pelas próximas semanas. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que talvez seja a denúncia mais grave já recebida pelo colegiado.

O Planalto, por sua vez, reagiu no fim da tarde desta quarta-feira (23) escalando um dos investigados pela CPI para explicar o caso Covaxin – Elcio Franco, assessor especial da Casa Civil e ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde-, mas sem conseguir rebater o eixo das suspeitas.

O presidente Bolsonaro ainda pediu para que a Polícia Federal investigue o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda e o irmão dele, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), autores das acusações que o envolvem.

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Assuntos corrupção, Jair Bolsonaro, Vacina Covaxin
Cleber Oliveira 24 de junho de 2021
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