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Dia a Dia

Vereador transfere para motociclistas responsabilidade de proteção contra linha com cerol

2 de junho de 2020 Dia a Dia
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Para vereador, cabe aos motociclistas se protegerem contra linha com cerol (Foto: YouTube/Reprodução)
Por Iolanda Ventura, da Redação

MANAUS – O vereador Roberto Sabino Rodrigues (PROS) defendeu a volta de lei de sua autoria, julgada inconstitucional, que torna o motociclista responsável por evitar acidentes envolvendo linhas com cerol usadas em pipas.  Em sessão online da CMM (Câmara Municipal de Manaus) na manhã desta segunda-feira, 1º, o parlamentar afirmou que motoqueiros devem colocar antenas de proteção nos veículos para dirigir com mais segurança.

A discussão foi motivada pela morte da frentista Marta Cristina Souza da Silva, 36, na última quinta-feira, 28. A mulher teve o pescoço atingido por uma linha com cerol enquanto passava com sua moto pela Avenida Circular 2, zona norte de Manaus.

acidente com cerol
Marta Cristina Souza da Silva morreu após ser atingida por uma linha com cerol em sua moto (Foto: Divulgação)

Roberto Sabino utilizou a situação para justificar a volta da Lei nº 307, de 17/04/2012, que tornava obrigatório o uso de antenas de proteção contra linhas de cerol nas motocicletas que utilizam o sistema viário em Manaus.

“Observando essa questão aí desse acidente, que essa moça veio a falecer, são muitos acidentes. Inclusive, eu quero lembrar que de minha autoria, a Câmara aprovou o projeto em que as motocicletas eram obrigadas a usar aquela antena de proteção. Ela evita que a linha de cerol pegue no pescoço da pessoa, no braço. Mas infelizmente, me parece que o tribunal deu como inconstitucional, porque se trata de transporte”, disse.

A lei aprovada em abril de 2012 foi declarada inconstitucional pela ADIN nº 0001133-75.2012.8.04.0000 em agosto do mesmo ano, que teve como relatora a desembargadora Maria do Perpetuo Socorro Guedes Moura.

A lei previa que quem descumprisse o disposto estaria sujeito a notificação; multa no valor equivalente a três UFMs (Unidades Fiscais do Município) e, em caso de reincidência, no valor de cinco UFMs); e retenção da motocicleta.

Apesar de ser inconstitucional, Roberto Sabino diz que vai retornar com a lei. “Eu acho que eu vou retornar com esse projeto de novo. Embora que seja de novo considerado inconstitucional, mas vale a pena para pelo menos fazer campanha publicitária para que a população peça e as pessoas que usam motos usem aquela antena de proteção na frente que evita essa questão desses acidentes”, afirmou.

O vereador também criticou a decisão tomada à época, mas admitiu que lhe falta conhecimento jurídico. “Por isso que falta ânimo para fazer muitos projetos, porque não tenho conhecimento jurídico também, a maioria cai na inconstitucionalidade. Mas esse projeto trazia um benefício muito grande para evitar esse tipo de acidente, inclusive com óbitos”, argumentou.

Pipódromos
pipas
Em 2018, a CMM aprovou o projeto que considera as pipas patrimônio histórico, cultural e imaterial de Manaus (Foto: Ricardo Oliveira/Ipaam)

Na sessão, foi retomada também a questão dos pipódromos, locais que seriam administrados pelo Poder Municipal destinados à prática com pipas. O vereador Gilmar Nascimento (PSD), autor da Lei nº 341, de 24 de abril de 2013, que criou os pipódromos defendeu o diálogo entre a Câmara e a Prefeitura de Manaus para que esses espaços sejam regulamentados.

“Nós temos trabalhado isso desde 2010, e criamos uma lei justamente para colocar essa atividade dentro de um local específico que são os pipódromos. A Prefeitura deu o posicionamento que falta recursos para colocar esses locais, mas eu acho que podemos tomar uma atitude através da Câmara, conversando com o prefeito e com o nosso líder, vereador Marcel (Alexandre), para que a gente regulamente os locais, coloque a secretaria, estipule horário e discipline. Porque a proposta da lei foi essa, trazer uma organização conciliando os interesses”, defendeu.

O vereador Professor Manuel (PL) disse ser necessário organização, para que a prática com as pipas permaneça sem que continuem os acidentes.

“O que nós temos aqui a contribuir é organizando, pegando os projetos que já existem dentro da Câmara, fazendo com que eles possam ser sancionados pelo prefeito, possam ser determinados locais e que essas atividades ser feitas em lugares que não vão causar danos às pessoas”, afirmou.

Em 2018, a CMM aprovou o projeto de lei nº 226 do vereador Professor Samuel que tornava a pipa patrimônio histórico, cultural e imaterial de Manaus, mas apenas as que não incluíam a adição do cerol na fabricação.

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Assuntos destaque, linha com cerol, motociclistas, Pipa, Roberto Sabino
Redação 2 de junho de 2020
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