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Política

Bolsonaro admite erro e republica exoneração de diretor da PF sem assinatura de Moro

24 de abril de 2020 Política
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presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro disse, em pronunciamento, que ninguém o iria chamar de mentiroso (Foto: Alan Santos/PR)
Da Folhapress

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro admitiu erro e retirou o nome de Sergio Moro da assinatura da medida de exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal.

A demissão foi republicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta sexta-feira (24) sem o nome de Moro abaixo do de Bolsonaro.

Na medida, é informado que o ato foi “republicado por ter constado incorreção quanto ao original”. No lugar de Moro, são citados os nomes dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência).

O primeiro ato de exoneração foi publicado na madrugada como “a pedido” de Valeixo no Diário Oficial, com as assinaturas eletrônicas de Bolsonaro e de Moro.

Ao anunciar sua demissão, Moro afirmou que não assinou a medida e que soube de madrugada de sua publicação. Ainda segundo o ministro, Valeixo não pediu para ser exonerado, ao contrário do que informa o ato no Diário Oficial.

“Fiquei sabendo pelo Diário Oficial, não assinei esse decreto”, disse o ministro. O agora ex-ministro declarou ainda que isso foi algo “ofensivo” e que “foi surpreendido”. “Esse último ato foi uma sinalização de que o presidente me quer fora do cargo.”

A Folha de S.Paulo antecipou na madrugada a informação de que o ministro não havia assinado o ato de exoneração de Valeixo e que o então diretor-geral da PF não havia pedido sua saída. O contexto da exoneração de Valeixo foi considerado decisivo para Moro bater o martelo de sua saída do governo.

No pronunciamento em que rebateu as declarações de Moro, Bolsonaro não esclareceu as razões pelas quais colocou o nome de Moro no Diário Oficial. Sobre Valeixo, afirmou que conversou na noite de quinta-feira, 23, com ele para comunicar da exoneração.

Pouco depois, Moro comentou o episódio em sua rede social.

“De fato, o Diretor da PF Maurício Valeixo estava cansado de ser assediado desde agosto do ano passado pelo presidente para ser substituído. Mas, ontem, não houve qualquer pedido de demissão, nem o decreto de exoneração passou por mim ou me foi informado”, disse o ex-ministro.

Na retificação da medida, Bolsonaro manteve o caráter “a pedido” da exoneração do chefe da PF.

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Assuntos exoneração, Jair Bolsonaro, Maurício Valeixo, Sergio Moro
Valmir Lima 24 de abril de 2020
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