O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Tragédia com barragem em Brumadinho deixou legião de viúvas

20 de janeiro de 2020 Dia a Dia
Compartilhar
Brumadinho
Militares israelenses Brumadinho: tragédia feminina (Foto: Embaixada de Israel/Divulgação)

Por Carolina linhares, da Folhapress

BRUMADINHO-MG – “Para a sociedade de Brumadinho, eu não me chamo Nayara mais, eu sou uma viúva da Vale. A gente perdeu até a identidade”, conta Nayara Cristina Dias Porto Ferreira, 28, que perdeu o marido no rompimento da Barragem 1, em Brumadinho (MG), há quase um ano.

Ela faz parte de um grupo de mulheres que hoje chefiam e sustentam suas famílias sem a possibilidade de dividir as tarefas com seus maridos. Sem a renda dos homens, substituída pelo auxílio emergencial da Vale (no valor de um salário mínimo mensal) e pela pensão do INSS, algumas se tornaram donas do próprio negócio para ter uma renda.

Dos 259 mortos do desastre já identificados, 53 são mulheres e 206 são homens – que deixaram uma legião de viúvas para trás. Se pensamos também nas mães e nas irmãs, desenha-se uma tragédia essencialmente feminina.

As viúvas ouvidas pela Folha de S.Paulo dizem acreditar que a tristeza se aloja de forma diferente nas mulheres, por serem mais sensíveis e apegadas às famílias.

“Tudo pesa mais em cima de mulher. Aquelas que já arrumaram outro namorado ou outro marido são julgadas. E ninguém repara isso nos homens, se já estão com outra mulher. É como se a gente não tivesse liberdade”, diz Nayara. “São muitas viúvas. E novas. Nunca pensei que estaria viúva aos 27 anos. Eu casei para ficar casada a vida toda. E começar de novo é muito difícil”, completa.

No grupo de WhatsApp ‘Nossos Heróis’, ela e outras 27 mulheres que perderam os maridos compartilham informações sobre como requerer direitos à Vale e à Justiça.

Nayara é uma das diretoras da associação de familiares e atingidos pelo rompimento (Avabrum) e orienta as colegas com burocracias. Na semana passada, ela cobrou da Vale um táxi que lhe foi negado para ir ao psiquiatra. A mineradora disse que foi um erro e que os carros estão à disposição dos familiares.

Sem o marido que a levava para todos os lugares, Nayara está tirando carteira de habilitação. Essa não foi a única mudança desde que Everton Lopes Ferreira, 32, operador de equipamentos na mina da Vale, morreu. Ela trocou a casa, cheia de lembranças do casal, por um apartamento. “É mais seguro. Nós viúvas estamos muito expostas. O pessoal acha que estamos milionárias”, diz Nayara, referindo-se às indenizações pactuadas com a Vale por acordo com o Ministério Público do Trabalho.

O acordo prevê R$ 700 mil pagos individualmente para cônjuges, pais e filhos das vítimas e R$ 150 mil para irmãos. Também estabelece danos materiais compatíveis com salário e gratificações dos empregados, num valor mínimo de R$ 800 mil, além de plano de saúde para cônjuge e filhos e auxílio para pagamento de escola.

Nayara, porém, não aderiu ao acordo e entrou com ação para buscar compensação melhor. A princípio, ela não foi reconhecida como dependente do marido, apesar de ser casada no civil. Como Everton tinha uma filha de 12 anos, os valores emergenciais pagos pela Vale foram direcionados à mãe da criança. Só dois meses mais tarde é que Nayara também foi ressarcida.

“Fui totalmente lesada. Fiquei sem marido e sem um real no bolso”, diz. A maior parte da renda vinha dele. Desempregada, Nayara que é química, atendia clientes num salão de beleza improvisado em casa. Agora, alugou um espaço para o salão.

Nayara quer um emprego em sua área, mas não agora. “Não tenho cabeça para focar em muita coisa, minha mente ainda dá umas falhadas”, conta. O marido foi identificado em 7 de fevereiro. “Tirou meu chão. Ele era minha alegria. Não tenho graça para nada”.

Muitos funcionários da Vale ou de terceirizadas que foram engolidos pela lama em segundos estavam na casa dos 30 e poucos anos, com filhos pequenos e muitos planos.

Ana Paula dos Santos Assis, 35, realizou um dos sonhos do marido há uma semana, mas sem a presença dele. Abriu um restaurante na comunidade Córrego do Feijão, que é vizinha à lama e onde 27 dos 600 moradores morreram no dia 25 de janeiro de 2019. “Não sei se vai dar certo. Era nosso sonho ter um negócio. Eu fiz isso pra ocupar minha cabeça. Pra juntar dinheiro e educar minha filha”, diz. Trabalham com ela a filha de 17 anos e mais quatro mulheres da comunidade.

Ao contrário de outras três viúvas que se mudaram para mais longe, ela se mantém no Córrego do Feijão. “Acho que a melhor maneira de preservar a memória da pessoa é cuidando do que ela construiu, e levamos cinco anos para construir nossa casa, batalhando, sempre juntos”, diz. “Prefiro quebrar tudo do que entregar para quem matou ele. Eu tenho ódio mortal da Vale”, diz Ana Paula sobre a possibilidade de que a mineradora compre as casas de quem deixou o Feijão.

Já Natália Silva Leotério, 30, não conseguiu morar a duas ruas de onde o marido foi enterrado e se mudou para o centro de Brumadinho. A Vale paga o aluguel na nova casa. “Eu não estava aguentando. As minhas meninas não estavam bem. A gente viu helicópteros e corpos chegando”, diz ela, relatando as cenas que dominaram o Córrego do Feijão por semanas.

A filha de dez anos mal comia e dormia. A de dois anos pergunta pelo pai, Reinaldo Fernandez Guimarães, 31, identificado quatro dias após o rompimento. Ele trabalhava na Pousada Nova Estância, engolida pela lama. “Eu achava que eu ia morrer antes, não ele. Ele tinha saúde. É como se eu estivesse presa no dia 25, atolada na lama até hoje”.

Notícias relacionadas

Anvisa afirma que é falso vídeo sobre alerta de plástico em ovos

Fritadeira deixada ligada causa incêndio em cozinha de restaurante japonês

MPF recomenda que prefeitura de Apuí forneça merenda escolar a indígenas

Saiba os canais para denunciar violência contra pessoas LGBTQIA+

Projeto instalará biodigestores em dez escolas públicas do Amazonas

Assuntos Brumadinho, Vale
Cleber Oliveira 20 de janeiro de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Programa que permite o uso do Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES para a concessão de crédito (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Economia

BNDES busca parceria com Vale para exploração de minerais críticos

26 de maio de 2026
Dia a Dia

Após 7 anos, tragédia de Brumadinho será examinada na Justiça

25 de janeiro de 2026
bombeiros MG
Dia a Dia

Vale apresenta proposta de R$ 140 bilhões para acordo sobre Mariana

12 de junho de 2024
Economia

Vale e BNDES lançam edital para investir em pesquisa de minerais

27 de maio de 2024

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?