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Política

‘Nem sempre é possível ganhar’, diz Bolsonaro, ao defender que Senado não mexa em projeto

24 de maio de 2019 Política
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Presidente Jair Bolsonaro defende que Senado não altere projeto (Foto: Alan Santos/PR)

Por Gustavo Uribe, da Folhapress

BRASÍLIA-DF – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu que o Senado aprove a medida provisória da reestruturação do governo no mesmo formato que foi aprovada pela Câmara. Em live semanal, transmitida nas redes sociais nessa quinta-feira, 23, ele afirmou que a bancada federal do PSL, partido ao qual é filiado, tem de compreender que nem sempre é possível ganhar.

“No meu entender, deve aprovar o que foi votado na Câmara e vamos seguir em pautas mais importantes. A minha bancada, a do PSL, é uma bancada de parlamentares bastante novos. Alguns ainda acham que tem de ganhar todas. Não dá, a gente vai perder alguma votação. Sem problema algum”, disse.

Ele ressaltou que a bancada da sigla não vai atrapalhar votações no que depender dele. O presidente observou, no entanto, que apesar de ser filiado à legenda, não tem ascendência sobre ela e que são os líderes do governo quem fazem a negociação política.

No momento em que comentava a votação da medida provisória, Bolsonaro se confundiu e disse que, na verdade, a Câmara manteve o Coaf na Justiça, apesar de ter reconhecido a derrota. “A medida provisória foi aprovada. O Coaf foi lá para o Ministério da Justiça e continua no Poder Executivo, sem problema nenhum. E deve ser votada na semana que vem no Senado Federal”, disse.

Mais cedo, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), defendeu que o resultado seja modificado na Casa, com a permanência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no Ministério da Justiça.

Nas últimas semanas, a articulação política do Palácio do Planalto vinha negociando com os partidos do chamado centrão a permanência na Justiça da estrutura responsável por prevenir crimes de lavagem de dinheiro.

O resultado representou uma derrota ao ministro Sergio Moro. Na tentativa de revertê-lo, parlamentares bolsonaristas iniciaram uma articulação para reverter o resultado no plenário do Senado, movimento capitaneado por Bezerra. O presidente ressaltou que o Poder Legislativo tem ‘autoridade’ e ‘legitimidade’ para tomar as suas posições.

Ainda na live, o presidente comemorou a mudança de postura dos Estados Unidos, que passou a apoiar a candidatura do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Segundo o presidente, Israel também já deu a garantia de que endossará a entrada do país.

Bolsonaro disse também que a Casa Civil fez poucas mudanças no novo decreto sobre a flexibilização do porte de armas, publicado na quarta-feira (22). Ele reconheceu que a iniciativa anterior dava margem para que cidadãos comuns utilizassem fuzis. “A mudança não foi muita coisa. Praticamente 90% foi preservado”, disse. “Nós impedimos ali, para que alguém não burlasse a legislação, calibre menor que 5.56 mm. Nós reconhecemos que dava margem a isso e refizemos”, acrescentou.

Ele afirmou ainda que tem conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que seja colocado em votação projeto de lei do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) que permite a concessão de licença para o porte de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais maiores de 21 anos.

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Assuntos Coaf, Jair Bolsonaro
Cleber Oliveira 24 de maio de 2019
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