O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Alfredo Lopes

Liberdade sem igualdade é golpe na fraternidade

2 de abril de 2019 Alfredo Lopes
Compartilhar

A História não registra consenso sobre as origens da expressão Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), lema da Revolução Francesa. O fato é que essa bandeira permeia todos os movimentos que se insurgem contra o autoritarismo, o governo dos canhões. Dois personagens e suas épocas contribuíram para consolidar esse patamar cívico, a saber, Santo Agostinho, Século IV, em sua obra sobre a Moral da Igreja Católica, e Éttiene de La Boétie, filósofo francês que escreveu, no século XVI, o Discurso da Servidão Voluntária. Para Agostinho, os fiéis “vivem na caridade, na santidade e na liberdade cristã”.  Por sua vez, La Boétie, precursor da filosofia política, como Maquiavel, seguiu a metodologia irônica dos pensadores renascentistas, que organizaram ferramentas filosóficas para neutralizar o autoritarismo católico da Igreja medieval e de todas as instâncias posteriores do poder abusivo. E se Maquiavel detalhou os instrumentos de conquista e manutenção do poder do Príncipe, La Boétie, sem saber, tratou de ajudar a derrubá-lo, razão pela qual, dois séculos depois, virou manual de conduta para derrubar o Rei e instalar a Revolução Francesa.

No Discurso da Servidão Voluntária, ele descreve que toda tirania deve necessariamente basear-se numa aceitação popular.  A rigor, a maior parte do povo, por qualquer razão que seja, está de acordo com a própria subjugação. Para ele, o tirano não se estabelece se a maioria dos súditos não consentisse com esta obediência. Essa servidão voluntária se manifesta não apenas na manipulação totalitária de uma publicidade sutilmente opressiva na manipulação de valores, favores e pendores de uma agremiação, um grupo, ou de um guru, mascarado com vestes e poderes messiânicos que vão retirar os oprimidos da exclusão, da corrupção, para o banquete do consumo ilusório que os tornará membro do mundo igualitário.

Nos meados do Século XX, com Theódor Adorno, a Teoria Crítica avança com nuances mais sofisticadas com hierarquias de submissão em relação ao Messias de plantão, e de autoritarismo que evolui com o servilismo. Adorno, um dos fundadores da Escola de Frankfurt, que fez a releitura do Marxismo e da Psicanálise, perseguido pelo Nazismo, veio para a América, onde escreveu a “Personalidade Autoritária”, publicada em 1950, um texto obrigatório para quem quiser conhecer a tirania na sociedade industrial. Em contraste com o despotismo clássico, Adorno descreve a tirania na combinação de ideias e habilidades típicas da sociedade de consumo, ou do espetáculo, combinando crenças irracionais ou antirracionais. “O tirano (a personalidade autoritária) é ao mesmo tempo esclarecido e supersticioso, orgulhoso de ser um individualista e sempre temeroso de não ser igual aos outros, ciumento de sua independência e inclinado a se submeter cegamente ao poder e à autoridade”. A estrutura de caráter que abarca essas tendências conflitantes já atraiu a atenção dos pensadores políticos e filósofos modernos, atentos aos riscos da desumanização da dinâmica psicossocial e implicações políticas no exercício do poder.

Com uma composição política eivada de atores noviços e de raposas movediças – estágio natural da mudança que se consolidará no amadurecimento da consciência política do eleitor brasileiro – contamos, ainda bem, com olhares de setores da mídia com independência crítica, tanto para desmontar a oposição raivosa, que se mantém na trincheira, como para questionar a servidão voluntária do ativismo adesista, que confunde a opção liberal que zomba da igualdade e confunde fraternidade com esquerdismo da fisiologia e demagogia do nós contra eles, implodindo a comunhão verdadeiramente fraterna  e a partilha solidária em todos os níveis de que precisamos para mudar.

Quem topa encarar?


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Alfredo Lopes conta a história e os bastidores do Cieam na defesa da ZFM

Refinaria de Manaus e os incentivos ao exercício da cidadania

Amazônia, um baile sem máscaras

Sem medo de ser notável

Cloroquina, um ledo engano?

Assuntos Alfredo Lopes, Revolução Fracesa
Cleber Oliveira 2 de abril de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Alfredo Lopes
Economia

Alfredo Lopes conta a história e os bastidores do Cieam na defesa da ZFM

13 de agosto de 2025
Follow Up

Amazônia, um baile sem máscaras

3 de setembro de 2020
Follow Up

Sem medo de ser notável

5 de agosto de 2020
Follow Up

Cloroquina, um ledo engano?

17 de abril de 2020

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?