
Da Redação
MANAUS – O TCE (Tribunal de Contas do Amazonas) aceitou representações do Banco Bradesco contra as prefeituras de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus) e Pauini (a 924 quilômetros de Manaus). O banco cobra o pagamento de empréstimos feito a servidores municipais e diz que não sabe para onde estão sendo desviados os valores descontados nas folhas de pagamentos.
De acordo com o banco, o convênio com a Prefeitura de Pauini liberou R$ 521,9 mil em empréstimo consignado, e com a Prefeitura de Rio Preto da Eva o valor foi de R$ 124,9 mil. No caso de Pauini, apesar do desconto nas folhas de pagamento dos servidores, em dezembro de 2015 os valores foram repassados em valor inferior ao devido, e nos meses seguintes até março de 2016 os valores não foram pagos, segundo alega o banco.
Na Prefeitura de Rio Preto da Eva, o pagamento pelos servidores aconteceria com desconto na folha de pagamento e com previsão de data máxima para o repasse dos valores até o décimo dia do mês subsequente, mas o empréstimo também não foi pago, afirma o Bradesco. Em ambos os casos o banco não autorizou novos repasses.
“Apesar da suspensão, por parte do banco, de novas autorizações para os empréstimos consignados, a situação de inadimplência persiste”, diz trecho da representação. Além disso, o banco afirma que “não há informações sobre a destinação dos valores descontados dos servidores que deveriam ter sido repassados ao Bradesco, ofendendo diversos princípios regentes da Administração Pública”.
