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Economia

Setor de serviços segue com baixo desempenho após greve, diz IBGE

13 de julho de 2018 Economia
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As perdas registradas não podem ser recuperadas, segundo Rodrigo Lobo, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE (Foto: Reprodução/YouTube)

Do Estadão Conteúdo

RIO DE JANEIRO – O bloqueio de estradas de todo o Brasil, que se prolongou por 11 dias ao fim de maio, deixa uma herança negativa para o desempenho do setor de serviços no ano, uma vez que algumas das perdas registradas não podem ser recuperadas, segundo Rodrigo Lobo, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Se ao final do ano tivermos uma taxa positiva no setor de serviços, ela poderia ter sido mais positiva se não fosse a greve de caminhoneiros. Se a taxa for negativa, ela poderia ter sido menos negativa. Algumas perdas não vão ser refeitas nos próximos meses. Alguma coisa se perdeu que não vai voltar atrás” disse Lobo.

A paralisação dos caminhoneiros fez o volume de serviços prestados no País encolher 3,8%, queda recorde na série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em janeiro de 2011. O mau desempenho foi puxado pelo tombo também recorde de 9 5% registrado pelo segmento de transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio, embora as perdas tenham sido generalizadas entre todas as atividades pesquisadas.

“Mercadorias que não foram escoadas naquele período não serão mais, isso se perdeu. Elas eram necessárias naquele momento, agora não são mais. Produtos perecíveis se perderam. Aquele frete que você vai fazer agora não é aquele que você teria feito em outro período, aquele se perdeu”, explicou Lobo.

O transporte terrestre, que inclui os caminhões, despencou 15,0% em maio ante abril, queda também recorde, afetando outros serviços subjacentes.

“Os restaurantes que ficam à beira de rodovias tiveram queda brusca, é um efeito secundário da greve, que pega outras atividades para além do setor de transportes. A reparação de máquinas e veículos também ficou prejudicada por causa da falta de peças de reposição”, exemplificou Lobo.

Com a greve, os serviços de transporte terrestre operavam em maio 30,8% abaixo do pico alcançado em fevereiro de 2014. O segmento representa mais da metade (52,3%) do setor de transporte como um todo, lembrou o pesquisador do IBGE.

Lobo acredita que o setor de serviços possa mostrar alguma recuperação em junho, apesar dos efeitos negativos da realização da Copa do Mundo de Futebol, realizada na Rússia, sobre o desempenho de empresas que liberam funcionários para assistir às partidas.

“O indicador antecedente que mede o fluxo de veículos pesados das estradas mostrou crescimento de 47% em junho ante maio”, apontou Lobo.

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Assuntos greve, IBGE, paralisação, serviços
Redação 13 de julho de 2018
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