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Política

Marun: sem reforma, governo partirá para ‘administração de danos’

6 de fevereiro de 2018 Política
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Carlos Marun é considerado da 'tropa de choque' do governo na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Carlos Marun criticou os governadores que, ‘de dia criticam a reforma e à noite rezam por ela’ (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta terça-feira, 6, que, se a reforma da Previdência não for aprovada em fevereiro, o governo vai partir para “uma política de administração de danos”. Segundo ele, o governo de Michel Temer tem como chegar ao fim, sem a reforma.

Em evento da Abrig (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais), que luta pela regulamentação do lobby no Brasil, o ministro disse que o projeto de privatização da Eletrobras tem chance de ser aprovado este ano.

Ele reafirmou a defesa da aprovação da reforma da Previdência, mas fez questão de destacar que o governo não vai deixar a discussão do tema passar de fevereiro. Para ele, esse é um direito do governo.

Marun criticou os governadores que, “de dia criticam a reforma e à noite rezam por ela”. Ele mencionou dois Estados governados pelo PT em que o déficit previdenciário é elevado: Minas Gerais, com R$ 16 bilhões em 2017, e Piauí, com R$ 1 bilhão no ano passado.

O ministro também criticou os parlamentares que dizem que a reforma é necessária, mas que não há clima para a sua aprovação. “Preferem passar por covardes do que burros”. Com ironia, disse que era melhor então “chamar a moça do tempo”.

Marun reconheceu que não há votos para a aprovação da reforma e fez um apelo para que aqueles que são favoráveis briguem por ela. “Nossa torcida precisa entrar em campo”, disse. “Votar contra a reforma também tira voto”, alertou.

O ministro avaliou que Michel Temer é o maior presidente da história do Brasil “por hora de mandato” e que, mesmo diante de uma barragem de notícias mentirosas, tem se mantido duro como uma rocha. “Por muito menos, Getúlio Vargas se deu um tiro.”

Marun ainda atacou o Judiciário. “Será que esse ativismo político de juízes não começa a tirar a credibilidade do Judiciário? Ele chegou a citar a condenação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que, mesmo punido com pena de 12 anos de prisão, é líder nas pesquisas eleitorais. “Será que são só os políticos que estão sem credibilidade?”.

O ministro também usou decisão judicial recente que impediu um navio com cerca de 25 mil cabeças de gado de deixar o Porto de Santos rumo à Turquia. Para ele, é o tipo de decisão de quem não conhece do assunto.

Também voltou a defender a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho e recebeu apoio da presidência da Abrig.

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Assuntos Amazonas, Brasília, Carlos Marun, Cristiane Brasil, Michel Temer, Ministério do Trabalho, reforma da previdência, STF
Redação 6 de fevereiro de 2018
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