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O que une a indústria do Amazonas e a de São Paulo: o Brasil!

13 de dezembro de 2017 Follow Up
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Wilson Périco (*) [email protected]

Determinadas a encontrar saídas para superar o momento confuso que vive o Brasil, as entidades de classe da Indústria descobrem que, muito maior que a distância entre São Paulo e Amazonas, o que deve nos unir sempre é o sentido de brasilidade. Com disposição e acolhida, as entidades dos Estados de São Paulo e Amazonas, o mais próspero e o mais rico em potencialidades, estiveram unidas, na capital paulista, por ocasião da entrega de placas e medalhas para os destaques do segmento têxtil no Brasil, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil-Abit, no último dia 7. À proximidade compartilhou habilidades, compartilhou experiências e técnicas/vantagens das negociações com o setor público. Competitividade, criatividade, determinação são alguns dos ganhos dessa partilha.

Empreendedorismo, inovação, produtividade

Chamam a atenção os critérios que orientam o destaque das empresas e seu reconhecimento, onde se ressalta o mérito empreendedor, a inovação tecnológica e a produtividade. Receberam este reconhecimento da Associação Brasileira da Industria Têxtil, empresários como Alfredo Bonduki, Antonio Greco, Flávio Rocha, Matheus Fagundes e Shuigueru Taniguti Junior, das empresas Fiação Alpina, Riachuelo, 2 Rios Lingerie e Bratac, todos sendo destacados por travessias bem sucedidas nesse mar revolto da economia brasileira.

O têxtil, a indústria, a Amazônia

Reunir São Paulo e Amazonas significa integrar saberes, conquistas, memória, conhecimentos e experiências que certamente são importantes para superar os desafios presentes e futuros. Afinal, o processo de industrialização do Brasil se inicia com a tecelagem, e a revolução industrial inglesa se consolida com o algodão maranhense e a percepção de que os índios da Amazônia já produziam suas vestimentas artesanalmente com fibras vegetais. Hoje, a Ciência confirmou aí um acervo de potencialidades que as coleções do INPA avaliam como verdadeiros tesouros de biodiversidade e seu multiuso no cotidiano das populações tradicionais.

Economia, ecologia, sustentabilidade

Hoje, a tecelagem de juta e malva, espólio industrial reforçado pela presença japonesa na região amazônica, aguarda mecanismos de inovação tecnológica para agregação de valor, item precioso do portfólio paulista, Estado que se empenha em avançar em tecnologia para incrementar economia. A Ciência já ofertou as vantagens de fibras, como o curauá, que podem substituir a fibra de vidro de produtos de informática e automotivos, numa economia de reposição florestal e sustentabilidade ambiental.

Assumindo o protagonismo

Este convite da ABIT ao CIEAM, entidades que possuem Conselheiro que participam em ambas as entidades, possibilitou reunir líderes empresariais de todo o Brasil, nesta conexão entre Amazonas e São Paulo, ampliando a compreensão da urgência do associativismo empresarial, bem como da necessidade de assumirmos a liderança das atividades relacionadas aos poderes públicos. Esta qualificação passa pela valoração inteligente do setor que gera emprego e recolhe tributos. Valorar significa assumir o protagonismo de quem pode exigir transparência e retorno social na aplicação desses tributos. Só assim poderemos exigir a contrapartida dos investimentos em infraestrutura, condições do exercício da competitividade e da abertura da economia para o mercado global, ou seja, pensar em como termos um Brasil competitivo ao invés de canibalismo industrial entre as regiões do País.

Direitos e responsabilidades

Decididamente, aproximar entidades de classe e empresários é possibilitar espaço sadio para entendimento e prestação de contas da tão criticada renúncia fiscal oferecida a vários segmentos e regiões, renúncia essa que utiliza para empinar o empreendedorismo no País e suas contrapartidas, no caso uma das regiões mais pobres na ótica socioeconômica, como a região Norte, é também  as mais robustas de potencialidades naturais e de possibilidades de industrialização de produtos de uma nova economia, com baixa emissão de poluentes, compatibilizando economia e ecologia, fundada nos negócios da biodiversidade e geodiversidade, de suas imensuráveis reservas minerais, recursos hídricos e de seus serviços ambientais. Assim reunidos, podemos reivindicar direitos e exercer conjuntamente nossas obrigações. Agendas futuras foram delineadas e outras oportunidades existirão para que os próximos passos possam ser trilhados.

Empreendendo oportunidades

No caso do Amazonas, exigir os direitos de aplicar na região os recursos gerados pela Indústria, tanto na pesquisa e desenvolvimento de produtos como interiorização do crescimento socioeconômico. Hoje, as verbas de P&D são 80% confiscadas e as demais usadas integralmente para custeio da máquina pública. Essa Aritmética não multiplica a prosperidade, apenas subtrai benefícios e impede empreender oportunidades, como a indústria de São Paulo e Amazonas, em parceria criativa, sabem promover.

(*) Wilson Périco é economista, presidente do CIEAM, Centro da Indústria do Estado do Amazonas e vice-presidente da Technicolor para a AL

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

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Assuntos Amazonas, Amazônia, Cieam, Fieam, incentivo fiscal, suframa, ZFM
Cleber Oliveira 13 de dezembro de 2017
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