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@zmanchete

Operação do Ibama contra garimpeiros acaba em revolta popular em Humaitá

27 de outubro de 2017 @ zmanchete
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Humaita fogo na sede do Ibama
Garimpeiros atearam fogo em carros e na sede do Ibama no município de Humaitá (Foto de leitor do ATUAL)

Por Lúcio Pinheiro, da Redação

MANAUS – Vários órgãos públicos do governo estadual e federal foram incendiados na tarde desta sexta-feira, 27, no município amazonense de Humaitá (a 697 quilômetros de Manaus).

Segundo relato de moradores da cidade, o incêndio teria sido criminoso, e provocado por um movimento mobilizado por pessoas que atuam na extração ilegal de minérios.

Mobilizados pelos garimpeiros, as pessoas incendiaram os prédios do Ibama (Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis, ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biotecnologia, Idam (Instituto de Desenvolvimento do Amazonas) e parte da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Os atentados seriam uma retaliação a uma operação dos órgãos contra a atividade ilegal de garimpo, que teria sido marcada por excessos, como a destruição de balsas e motores dos garimpeiros.

No início da noite, os manifestantes se dirigiam para a frente da prefeitura. Mais cedo, o prefeito do município, Herivâneo Seixas (DEM), teria sido levado pelos manifestantes à força para o meio do protesto.

Segundo um morador do município que preferiu não se identificar, a Polícia Militar, até o momento, não tinha manifestado nenhuma atuação para controlar a revolta popular.

Há homem da Força Nacional da cidade. Eles estavam no município para dar apoio à operação realizada pelo IBAMA. De acordo com um morador, a base da Marinha do Brasil local só não foi destruído por conta da presença desses policiais.

No início da noite, o secretário de Segurança do Amazonas, Bosco Saraiva, disse que recebeu informação do Comando da Polícia Militar de que a situação estava controlada. Ele pediu que a reportagem fizesse contato com o comandante David Brandão, mas ele não atendeu às ligações.

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Assuntos Amazonas, Força Nacional, Humaitá, Ibama, incêndio, interior, operação, revolta
Redação 27 de outubro de 2017
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7 Comments
  • Cícero disse:
    27 de outubro de 2017 às 19:55

    Seja quais forem as razões desse verdadeiro atentado ao patrimônio público, é preciso que o Estado se faça presente com o exército na região conflagrada, e ponha fim a esse verdadeiro clima de guerra protagonizado por garimpeiros, com a prisão dos responsáveis, restabelecendo a paz e a ordem social no município de Humaitá e região.

    É importante uma resposta rápida e enérgica do governo, pois o fato é grave.

    Responder
  • Zebrasil disse:
    28 de outubro de 2017 às 12:17

    Hoje no Brasil,Toda ação absurda está sendo respondida por outra de forma também absurda!Somente o MST,está sem seu correspondente de ato de correspondência absurda.

    Responder
  • Paulo disse:
    28 de outubro de 2017 às 20:20

    O povo esta irritadissimo com o estado. Isso pode dar inicio a uma rebeliao generalizada e acabarmos num processo de violencia generalizada. Portanto e preciso prudencia.

    Responder
  • marcos antonio disse:
    28 de outubro de 2017 às 20:32

    muito fácil falar quando não é a sua casa que é destruída, o estado abandonou os amazônidas há muito tempo, não tem saúde, não tem escola, quando aparece algum projeto ou iniciativa para melhorar ou para explorar de forma mais racional a região, como a questão da extinção da RENCA por exemplo, aparecem um bando de idiotas desinformados e querem ditar como deve viver o povo da mata…
    reservas são formadas prometendo maravilhas, estamos até hoje esperando as medidas de compensação da reserva das montanhas do tumucumaque, pessoas foram expulsas de suas casas, não puderam levar nem as galinhas, não podem voltar lá hoje…. e essa reserva que hoje é administrada por um FRANCES, fez pessoas se mudarem para cidades próximas (só 8 horas de barco) conheço famílias que o pai virou alcoólatra, a mãe lava roupa e as filhas viraram prostitutas, e as medidas de compensação, cadê…….
    sou extensionista rural, conheço bem essa situação, o povo até hoje teve muita paciência mas isso pelo jeito esta acabando, vivi mais de 8 anos no meio da mata, em uma pequena comunidade rural, lá aparecia de tudo, todos os espertos do mundo, teve até que pagasse para que mulheres e crianças se deixassem picar por mais de 100 pernilongos para alimentar os bichinhos(colocavam os pernilongos em um recipiente de vidro e encostavam na perna das pessoas, estudiosos de outros países.), teve quem falava em bolsa floresta e com o nome, cpf, e dados dos pobres ribeirinhos abriam empresas nas capitais, mais recentemente ajudavam a criar associações e criavam convênios de 100 mil, 200 mil e sumiam……..
    a paciência do povo da floresta esta acabando…….

    Responder
  • Valtee disse:
    28 de outubro de 2017 às 23:45

    É um problema social, não de polícia. As pessoas sem emprego e os insensatos incendeiam as balsas e motores dos garimpeiros. Reação compreensível. Os babacas do Ibama ( insensatos que recebem salário direitinho) demonstraram toda faltA de humanidade. Tiveram o troco.

    Responder
  • Célio disse:
    29 de outubro de 2017 às 08:07

    Tem que prender todos os garimpeiros e comerciantes de ouro que se beneficiam da extração ilegal, por formação de quadrilha e roubo de bens da união e destruição do patrimônio público.

    Responder
  • Lamentável disse:
    30 de outubro de 2017 às 20:14

    Garimpeiros exterminaram tribos indígenas inteiras, recentemente. Perto de uma chacina, destruir motores e sabotar algumas balsas não me parece o mais grave. Entretanto, a reação dos órgãos de proteção à uma barbárie, vira outro motivo para a fúria dos garimpeiros bestiais. Que Deus nos proteja!
    Extermínio de índios em setembro de 2017:
    http://veja.abril.com.br/brasil/garimpeiros-fazem-massacre-em-tribo-isolada-do-amazonas-diz-mp/

    Responder

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