
Por Henderson Martins, da Redação
MANAUS – O MP-AM (Ministério Público do Amazonas), cumpriu quatro de mandados busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira, 10, para obter provas de crimes de desvio de recursos públicos que envolvem mais de R$ 1,3 milhão. A operação ‘Déjà-vu’ investiga o repasse dos recurso provenientes de emenda parlamentar para uma clínica particular. Entre os envolvidos está o ex-deputado estadual Wilson Melo Lisboa, condenado na última nesta sexta-feira, 28, junto com mais quatro pessoas, por improbidade.
De acordo com o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), Mauro Veras, o MP já havia denunciado os quatros envolvidos. “Dando sequência nas investigações, foi feita a operação para que os condenados na área civil possam ser responsabilizados criminalmente”, disse Veras.
Entre os crimes que os investigados podem ser enquadrados, segundo Mauro Veras, estão peculato, falsidade ideológica e falsidade documental. Até o final do mês, segundo o coordenador do Gaeco, o processo deve ser encaminhado à justiça. “A verba seria destinada para crianças e adolescentes em ações esportivas, mas não foi nada disso que aconteceu”.
A promotora de justiça do Gaeco, Christiane Correa, disse que o processo que facilitou todo o trabalho investigativo foi coordenado pelo Laboratório contra Lavagem de Dinheiro. “Com o uso da ferramenta, que é o mesmo da Lava Jato, nós recebemos todos os documentos pelo sistema e através dele são aplicados os filtros nos quais podemos seguir o dinheiro saindo do Estado, no caso de uma secretária especifica, vindo para uma pessoa jurídica com a qual havia um convenio celebrado e dessa pessoa jurídica indo para uma outra empresa que não tinha nada com o convênio. O dinheiro era sacado e movimentado por particulares”, explicou Christiane.
Christiane Correa conta que o laboratório que usa softwares especiais facilita a análise de estratos bancários, dando celeridade ao processo de investigação.
Condenados
Júlio Cesar Soares da Silva, Sebastião Ferreira Souza, Terezinha de Jesus Melo Lisboa e Asdrúbal Melo Lisboa, além de o ex-deputado Wilson Melo Lisboa foram condenados pelo TJ-AM (Tribunal de Justiça do Amazonas) no último dia 28, em razão do desvio de recursos públicos repassados pelo Convênio n.º 009/2009 em despesas estranhas ao objeto conveniado, com o fito de beneficiar patrimônio particular da Clínica São Sebastião.
