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Política.

TCE analisará aplicações financeiras milionárias da Manausprev de 2008 e 2009

1 de agosto de 2017 Política.
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TCE irá avaliar aplicações do Fundo de Previdência do Município de Manaus (Foto: Semcom/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – Atendendo a uma solicitação do procurador-geral de Contas, Carlos Alberto Souza de Almeida, o TCE (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas) vai realizar uma força-tarefa para analisar as aplicações financeiras efetivadas pelo Manaus Previdência (Manausprev), da Prefeitura de Manaus, em fundos, cujos valores envolvem montantes somados acima dos R$ 70 milhões.

Conforme o despacho assinado, no final da manhã desta terça-feira, 1º, pelo conselheiro-presidente do TCE, Ari Moutinho Júnior, o procurador-geral do MPC (Ministério Público de Contas), Carlos Alberto Souza de Almeida, será o coordenador dos trabalhos.

De acordo com o procurador Carlos Alberto Souza de Almeida, em 2008 foram investidos R$ 43 milhões da Manausprev no Fundo Quatá (fundo de investimento de renda fixa a longo prazo de crédito privado), valor que não foi devolvido aos cofres públicos. Um novo investimento em 2009, no valor de aproximadamente R$ 28 milhões, também foi realizado pelo órgão previdenciário, sem retorno.

“Precisamos analisar se esses investimentos foram realmente benéficos para a Administração Pública. Os dados não estão disponíveis e não sabemos onde os recursos foram efetivamente aplicados. A questão ainda está obscura e precisa ser esclarecida”, comentou o procurador-geral do MPC, Carlos Alberto Souza de Almeida.

De acordo com o procurador-geral do MPC, entre as razões para se analisar a destinação dos recursos estão as aplicações temerárias realizadas pelo Manausprev, a opacidade sobre o rastreio dos investimentos e as notícias de vultosos prejuízos resultadas dessas aplicações financeiras.

Na solicitação, o procurador-geral do MPC pediu, ainda, que sejam empregados os esforços necessários, até mesmo a contratação de corpo técnico especializado em investimentos financeiros de alto risco (contadores, peritos etc), para mensuração dos resultados das aplicações financeiras com recursos do Manaus e responsabilização dos gestores à época. Em reunião com o procurador Carlos Alberto de Almeida, o conselheiro Ari Moutinho Júnior garantiu que iria dar todo o apoio e estrutura da Corte de Contas para esclarecer a questão levantada pelo Ministério Público junto ao TCE.

Vale ressaltar que em maio de 2016, o colegiado do TCE reprovou as contas do Manausprev, referente ao exercício de 2008. Na ocasião, os gestores foram condenados a devolver aos cofres públicos R$ 43,6 milhões, entre multas, glosas e alcance.

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Assuntos Amazonas, Manausprev, MPC-AM, Prefeitura de Manaus
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