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Economia

Pnad: população desempregada chega a 13,4 milhões de trabalhadores

28 de julho de 2017 Economia
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Demissões são maiores que as contratações na economia do Amazonas (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)
Demissões são maiores que as contratações na economia em todo o País (Foto: Fábio Pozzebom/ABr)

Do Estadão Conteúdo

RIO DE JANEIRO – A fila do desemprego no País contava com 13,486 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2017, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, 28.

O resultado significa que há mais 1,9 milhão de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 16,4%. Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 0,6% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 562 mil postos de trabalho. Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,3% no segundo trimestre de 2016 para 13,0% no segundo trimestre de 2017.

A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 529 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 0,8% no trimestre encerrado em junho ante o mesmo período de 2016. O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 53,7% no segundo trimestre deste ano.

Recuo

A taxa de desemprego de 13,0% registrada no País no segundo trimestre do ano foi a menor desde o trimestre encerrado em janeiro, quando estava em 12,6%. Em relação ao trimestre encerrado em março, houve redução de 0,7 ponto porcentual, o primeiro recuo estatisticamente significativo desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014, ressaltou o IBGE.

Informalidade

A população ocupada voltou a superar o patamar de 90 milhões de trabalhadores pela primeira vez desde dezembro de 2016, totalizando 90,236 milhões de pessoas. O País ganhou 1,289 milhão de postos de trabalho em um trimestre, ao mesmo tempo em que 690 mil pessoas deixaram o contingente de desempregados. “É um movimento positivo, sem dúvida, mas isso está marcado por postos de trabalho não registrados. O mercado cresceu, mas cresceu pela informalidade. Tem que aguardar para ver se é um primeiro movimento. Teve aumento significativo do trabalho não registrado, da informalidade”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

No segundo trimestre, o mercado de trabalho perdeu 75 mil vagas com carteira assinada em relação ao primeiro trimestre. O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado aumentou em 442 mil pessoas, e outros 396 mil indivíduos aderiram ao trabalho por conta própria.

Carteira assinada

O mercado de trabalho no País perdeu 1,093 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 3,2% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pnad Contínua, iniciada em 2012 pelo IBGE.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o contingente de trabalhadores formais está no patamar mais baixo da série histórica, totalizando 33,331 milhões de pessoas.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,4%, com 540 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 13,1% ante o segundo trimestre de 2016, com 484 mil pessoas a mais. O trabalho por conta própria encolheu 1,8% no período, com 415 mil pessoas a menos nessa condição.

Houve redução ainda de 122 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 2% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar cresceu 2%, com 43 mil ocupados a mais.

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Assuntos desemprego, IBGE, Ministério do Trabalho, Pnad Contínua
Cleber Oliveira 28 de julho de 2017
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