Vivemos a geração do desinteresse e da influência desnecessária

SÃO PAULO – Vivemos a geração “google”, aquela que você encontra qualquer resposta em questão de 8 segundos. Aquele trabalho de escola ou faculdade não é mais um monstro de 7 cabeças, afinal algum “anjo” inventou o CTRL C + CTRL V. Somos parte de uma geração onde aquela série da “netflix” vale mais que aquele documentário sobre história ou qualquer outro assunto relevante. Seria eu uma jovem que não usa o google ou assiste netflix? Não! Sou igual.

Vivemos em uma geração na qual o “jeitinho rápido” faz sucesso. Pra que estudar o livro inteiro, se você pode pegar na internet aquela resenha “sem vergonha” pra fazer uma prova sem vergonha e levar uma nota sem vergonha, na moral? Pra que estudar, né? Vivemos em uma geração na qual youtubers (pessoas como eu e você ) fazem mais sucesso e são mais idolatrados que os nossos mestres de escola e faculdade, que estão diariamente ralando para nos passar algo DIGNO, não piadinha sobre sexo e afins. Já pensou como seria perfeito se os tratássemos com tal nobreza? Se pudéssemos defender seus interesses com tanta força quanto defendemos pseudos escritores de beira de esquina? Então, você me pergunta: Ann Kath, você não gosta de youtubers? Gosto, assisto vários!

Somos a geração “modinha”, aquela que precisa curtir alguma coisa “da hora” para, então, poder ser considerado “cult” e ser aceito em rodas de pessoas que se consideram inteligentes (mas nunca leu um livro inteiro sequer). A geração “modinha” precisa conhecer todas as séries sobre vampiros (que brilhem ou não), precisa conhecer tudo que bomba no YouTube. Somos a geração “LIKE”, aquela que só se acha bonita ou “pop” se tiver mais de 200 curtidas numa foto mais ou menos ou não. Eu sou diferente? Não! Sou tão medíocre quanto.

Precisamos parar e tirar essas vendas dos olhos. Não somos melhores que os jovens de 30 anos atrás, que muitas vezes classificamos como antiquados; quem sabe somos até piores. Somos aqueles jovens sem vergonhas, que chegam no ENEM atrasados, mas não chegam atrasados em shows de pop. Somos aqueles jovens que odeiam ler, mas quando sai um livro sobre BESTEIRA, acredita estar sendo intelectual. Precisamos ACORDAR, parar de justificar erros com argumentos fracos, parar de colocar mediocridade à frente de interesses reais. Somos o futuro dessa nação falida. É nosso interesse nos tornarmos adultos, velhos falidos?

Enquanto nossos interesses principais estiverem baseados em BESTEIROL, vamos continuar nesse círculo vicioso de mediocridade, analfabetismo disfarçados em “achismos” e superfícies. O Brasil ocupa a 60ª posição no ranking de educação, sinal de que nem de longe somos a “pátria educadora”. Mas quem sabe o real motivo seja porque nem de longe somos a pátria que deseja ser educada.

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