Exposição fotográfica retrata Teatro Amazonas sob o olhar de estudantes

Exposição “Minha Cultura, Meu Maior Patrimônio” foi produzida por estudantes (Foto: FAPEAM)

Da Redação

MANAUS – O Teatro Amazonas e seu entorno foram registrados de ângulos diferentes pelas lentes dos alunos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA). As fotografias fazem parte da exposição “Minha Cultura, Meu Maior Patrimônio”, que está no Centro Cultural Usina Chaminé, no Centro de Manaus, até o dia 2 de fevereiro de 2018.

A ação que contribui para a valorização da cultura conta com 30 registros fotográficos. A exposição está aberta para visitação de terça a sábado, 13h às 17h. No domingo de 11h às 15h. A entrada é gratuita.

A exposição fotográfica é uma das fases do projeto intitulado ‘Minha cultura, meu maior patrimônio: a valorização dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus pelos alunos do 6º e 7º anos do IEA’, aprovado na edição 2017 do Programa Ciência na Escola (PCE).

De acordo com a coordenadora do projeto, Denise Bezerra, o público que visitar a exposição poderá encontrar por meio das fotografias o olhar dos estudantes através da valorização dos patrimônios históricos de Manaus.

“Esta é uma das atividades desenvolvidas dentro do projeto do PCE 2017. Após a exposição, pensamos em fazer com as fotos um leilão beneficente em prol do Abrigo Coração do Pai, bairro Japiim. As peças serão leiloadas e expostas no abrigo com objetivo de fazer com que as pessoas conheçam e ajudem o local. A data do evento ainda está sendo definida. Mas, quem visitar a exposição já pode escolher a fotografia e deixar anotado o lance”, contou a professora.

Antes da exposição, as histórias por trás dos patrimônios materiais do centro histórico de Manaus estavam sendo conhecidas e registradas pelos alunos a partir da perspectiva artística, educação patrimonial e alfabetização científica.

O projeto do PCE também contou com a parceria dos graduandos do curso de Comunicação Social Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A parceria possibilitou a realização de cursos e oficinas de fotografias para os alunos do IEA.

Preparação

A bolsista de alfabetização científica, Marcella Wolfarth, que participa pela segunda vez do PCE, conta que a exposição mostra uma parte do aprendizado adquirido na sala de aula e que o público pode conferir de perto este trabalho.

“Tivemos oficinas com os alunos da Ufam que passaram dicas sobre ângulos e o uso da câmera para fazermos as melhores fotografias. No projeto, procuramos saber mais sobre os monumentos, teve toda uma pesquisa antes de fazermos as fotos. As fotografias, que fazem parte da exposição, mostram detalhes que muitas vezes passam despercebidos pela população”, disse Marcella.

A bolsista do PCE, Leika Silveira, disse que foi gratificante fazer o registro do Teatro Amazonas e do entorno. “A cada registro foi possível conhecer mais sobre a história de cada local. Por meio do projeto, percebemos que os patrimônios culturais da nossa cidade devem ser valorizados e preservados”, contou a estudante.

Para a aluna, Rayandra Paz, foi um privilégio participar do projeto e ver o trabalho fazer parte de uma exposição. Uma experiência, segundo ela, que levará para a vida. “Eu consegui fazer foto próximo ao Teatro Amazonas e da Igreja São Sebastião. Muitas pessoas que moram em Manaus não conhecem os pontos turísticos da cidade, como estudante tive essa oportunidade de conhecer e saber a história deles”, disse Rayandra.

PCE

O PCE incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico.

A atividade é realizada com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A edição 2017 do PCE contou com 396 propostas aprovadas que contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado. A Secretária Executiva Adjunta Pedagógica da Seduc, Luciana Cáuper, destacou que o programa dá suporte na capacitação técnica do professor em relação a área científica, tecnológica e inovadora e que isso contribui na formação dos alunos.

“É um programa que contribui com todo o desenvolvimento da escola, porque eles passam a ter contado com a pesquisa científica aliada as práticas pedagógicas que já estão sendo desenvolvidas na escola. Isso é muito positivo para os alunos e para a escola”, contou.

A coordenadora institucional do PCE/ Seduc, Simara Couto de Abrantes, disse que o programa é muito importante para os alunos e professores, uma vez que o incentivo a pesquisa desperta no aluno o interesse para pesquisa científica.

“Este incentivo, desde a educação básica, faz com que o aluno tenha mais interesse e certeza também sobre a área que irá seguir e continuar trilhando o caminho da ciência”, disse.

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