Brasil 2×0 Argentina. E daí, Marin?

Cabeca Coluna Roberto Caminha

Vamos começar pelo dia anterior. O jogo Brasil e Bolívia da nossa seleção olímpica. Uma tragédia anunciada. Onde estava o padrão de jogo de uma seleção que voltará a encantar o mundo? Qual o jogador que mostra um “algo mais” durante qualquer fase do jogo? Onde está um toque de bola que se espera?

A nossa seleção olímpica é um amontoado de jogadores que não se sabe para que estão reunidos.

E no sábado?

Brasil e Argentina começaram o grande clássico mundial com “Los Hermanos” mostrando que estão, pelo menos, quatro anos à nossa frente. A Seleção Brasileira de Futebol, a nossa querida “Amarelinha” não existe. A vitória sobre a Argentina serve para esconder, de novo, algumas coisas do novo padrão de futebol:

  • A Seleção brasileira não sabe usar laterais e muito menos alas.
  • A Seleção Brasileira não sabe compactar seus jogadores quando atacada.
  • A Seleção Brasileira não sabe usar o central e o quarto-zagueiro.
  • A Seleção Brasileira continua jogando com o centroavante muito isolado.
  • O famoso toque de bola da nossa Seleção está ultrapassado há duas décadas. Quando forçam o passe curto e rápido, os jogadores erram em demasia.
  • Quando o nosso centroavante fica frente a frente com o zagueiro adversário, o nosso artilheiro não sabe o que fazer. Apenas o Neymar sabe, e está, a cada dia, mais longe da área.
  • A Seleção Brasileira é a mesma e com um técnico pior do que na sua primeira e péssima passagem pelo selecionado.

Aos adoradores do futebol, seja brasileiro ou espanhol, vale lembrar as palavras do Cruiyff, grande técnico e jogador holandês, ao retirar-se dos jogos do Brasil na Copa da África do Sul:

  • Estou saindo para não ver o que fizeram com o melhor futebol do mundo. Eles treinam o que nós erramos e não fazem nada do que nós imitamos de bom deles.

Vamos pensar juntos pelos nossos treinadores. O que fazem:

  • Luiz Gustavo, dispensado do Bayern por deficiência técnica.
  • Oscar, quando ainda temos o Kaká.
  • Tardelli, quando temos o Robinho.
  • William, quando temos o Ganso, que sempre jogou bem ao lado de Robinho e Neymar.

Enfim, 120 dias nos separam dos 7 x 1, que sabemos, poderia ser 12 x 0 ou 13, e nada de novo na nossa Seleção. Até os 2 x 0 sobre a nossa vizinha Argentina, em amistosos, não quer dizer nada.

Há um novo engano a ser perpetrado através dos nossos jogadores veteranos, e, alguns, com direito a microfones e câmeras, para se imortalizarem nas suas posições:

“Não há necessidade de correr muito, basta entender os atalhos que o futebol nos oferece e que nós entendemos por sermos mais maceteados”.

O Schweinsteiger, alemão, correu dezesseis quilômetros na final contra os argentinos; seus companheiros o acompanharam e, além de conhecerem os atalhos muito melhor que nós, jogaram e correram demais.

Naquele jogo só quem fez atalho foi o “árbitro” e saiu do Maracanã para o soro.

——————————

Roberto Caminha Filho, economista, nacionalino, será alemão na próxima Copa. Para tanto, basta o Dunga e seus anões continuarem na minha seleção.

Seja o primeiro a comentar on "Brasil 2×0 Argentina. E daí, Marin?"

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.