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Esporte

Tite quer sufocar rivais e começar ataques no campo ofensivo

12 de junho de 2019 Esporte
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Tite quer ver seus atletas marcando no campo de ataque, roubando a bola perto do gol do oponente (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Da Folhapress

SÃO PAULO – Os frágeis adversários enfrentados nos jogos preparatórios para a Copa América não chegaram a testar a seleção brasileira. A vitória por 2 a 0 sobre o Qatar e o triunfo por 7 a 0 diante de Honduras, porém, serviram para o time colocar em prática aquela que será uma de suas estratégias na competição, sobretudo contra rivais de menor expressão.

Tite quer ver seus atletas marcando no campo de ataque, roubando a bola perto do gol do oponente. A ideia é utilizar os jogadores rápidos de que dispõe, como Richarlison e David Neres, para aproveitar contragolpes bastante velozes, curtos, sem que haja a necessidade de transportar a bola de um setor defensivo até a meta.

“São opções. Tu tem que ver o que gera e o preço”, disse o treinador, alertando que o esforço na tentativa de roubar a bola na frente deve ser bem coordenado. “Exige um nível de concentração maior. Se tu negligenciar, vai estourar, vai ter que correr para trás. Exige uma coisa e te dá outra”, acrescentou.

O plano é manter o jogo longe do gol de Alisson o máximo possível. Além de organização na marcação por pressão, isso geralmente exige fôlego, algo desafiador em um torneio com poucos dias de recuperação entre as partidas. Mas, de acordo com a avaliação da comissão técnica, gás para executar a tarefa não é o problema.

“Em termos físicos, marcando onde se perde a posse da bola, tu corre menos. Estatisticamente mesmo”, afirmou Tite, que observou um pressuposto básico fora de seu alcance. “Se a equipe adversária não quer sair jogando, não dá para marcar ali. Se a proposta é quebrar a bola na frente, você precisa brigar no meio, o jogo fica mais truncado.”

De qualquer maneira, há uma ideia clara de não deixar o rival controlar a bola. Sempre que estiver sem a posse, a equipe verde-amarela pretende retomá-la agressivamente. Com ela, a seleção quer também ser agressiva, trocando passes, mas buscando a “verticalidade” mencionada pelo comandante – ou seja, menos toques de lado, mais investidas na direção do gol.

O plano vale, em tese, para qualquer jogo, mas é particularmente apropriado diante de times tecnicamente inferiores. No Grupo A da Copa América, o Brasil vai enfrentar Bolívia, Venezuela e Peru. Jogando sempre em casa, já que é sede do torneio, quer passar com folga e ganhar confiança para os desafios maiores esperados a partir das quartas de final.

“O comportamento vai ser parecido com o dos últimos jogos. Queremos ter a bola no pé e jogar no campo do adversário. O que a gente quer é isto: ter a bola perto do gol do rival. É levar a bola para os nossos atacantes, porque a gente sabe que eles fazem a diferença”, disse o lateral esquerdo Filipe Luís.

A estratégia será observada em um jogo para valer na sexta, 14, data de abertura da Copa América. No estádio do Morumbi, em São Paulo, a partir das 21h30 (de Brasília), os comandados de Tite tentarão encurralar os bolivianos e dar o primeiro passo naquele que é visto como um campeonato importante para a seleção e para seu treinador.

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Assuntos Copa América, Seleção Brasileira, Tite
Redação 12 de junho de 2019
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