
Do ATUAL
MANAUS – Seis empregadores do Amazonas foram incluídos na atualização da “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta terça-feira (6) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Os registros são de ações fiscais realizadas entre 2024 e 2026 e envolvem 61 trabalhadores resgatados no estado.
Entre os nomes incluídos estão o Centro de Equoterapia Manaus, Francisco Roberto Alencar Bandeira, Gerson Vieira da Silva, Ivan Belizario da Silva e Thiago Trindade de Assis. Gerson Vieira da Silva aparece duas vezes no cadastro, em ações fiscais realizadas em 2024 e 2025.
Os dois registros relacionados a Gerson concentram a maior parte dos trabalhadores resgatados no Amazonas: 50 trabalhadores na ação fiscal de 2024 e outros quatro na de 2025. Os casos estão relacionados a áreas de garimpo na região de Itaituba, na divisa entre Amazonas e Pará, e na Calha dos rios Tapajós e Jamanxim.
Também foram incluídos o Centro de Equoterapia Manaus, com dois trabalhadores resgatados em ação fiscal de 2024; Francisco Roberto Alencar Bandeira, com dois em 2025, em Humaitá, em propriedade e exploração rural; Ivan Belizario da Silva, com dois em 2026, em Apuí, em área rural ligada à extração de madeira e pecuária; e Thiago Trindade de Assis, com um trabalhador resgatado em ação fiscal de 2026, em Lábrea, em área rural ligada a manejo florestal e pecuária.
Amazonas tem seis inclusões
Na atualização nacional, o Amazonas aparece com seis ocorrências, mesmo número registrado pelo Maranhão. Minas Gerais lidera a lista, com 19 inclusões, seguido pela Bahia, com oito.
O MTE incluiu 82 novos empregadores no cadastro, distribuídos por 21 unidades da Federação. Os registros envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.
A atualização representa uma redução de 51,48% no número de novas inclusões em relação à lista divulgada em abril deste ano. Do total de novos empregadores, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas.
Os casos registrados no Amazonas ocorreram em diferentes atividades e localidades, incluindo Manaus e áreas rurais e de garimpo no interior e na região de fronteira do estado.
A inclusão na “Lista Suja” ocorre somente após a conclusão do processo administrativo relacionado à fiscalização e decisão administrativa irrecorrível pela procedência da autuação. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos.
Nesta atualização, 151 empregadores foram retirados da lista por terem completado o período regulamentar de publicação.
Segundo o MTE, desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no país. No período, mais de R$ 171 milhões em verbas salariais e rescisórias foram pagos aos trabalhadores.
