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Economia

Inflação sobe para 1,32% em março, puxada pela energia létrica

8 de abril de 2015 Economia
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BRASÍLIA – A energia elétrica foi, sozinha, responsável por mais da metade da alta de 1,32% registrada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com um aumento médio de 22 08%, o item teve um impacto de 0,71 ponto porcentual de impacto, o que representa 53,79% do IPCA do mês passado.

“Com a entrada em vigor, a partir de 2 de março, da revisão das tarifas aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ocorreram aumentos extras, fora do reajuste anual, para cobrir custos das concessionárias com a compra de energia. Na mesma data, houve reajuste de 83,33% sobre o valor da bandeira tarifária vigente, a vermelha, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50” destacou o IBGE.

No Rio de Janeiro, a variação da energia refletiu também o reajuste anual de 34,91% em uma das concessionárias, que entrou em vigor em 15 de março. Neste ano, a energia elétrica em todas as regiões já subiu em média 36,34%. Nos últimos 12 meses, a conta está 60,42% mais cara. O resultado do mês de março fez com que o grupo Habitação registrasse o maior resultado do mês, com alta de 5,29%. A categoria ainda recebeu impactos de mão de obra para pequenos reparos (1,25%) e condomínio (0,96%).

A inflação medida pelo IPCA subiu para 1,32% em março, ante alta de 1,22% em fevereiro. O resultado veio abaixo da média das estimativas, de 1,37% conforme analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 1,20% e 1,45%. Porém o IPCA de março é o maior para o mês desde 1995 (+1 55%) e o maior desde fevereiro de 2003 (+1,57%).

No primeiro trimestre, o IPCA acumula alta de 3,83%, número abaixo da mediana esperada, de 3,89%, mas dentro do intervalo das estimativas, que ia de 3,70% a 4,30%, porém a mais elevada para esse período desde 2003, quando a alta foi de 5,13%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 8,13%, a maior desde dezembro de 2003 (9,30%).

Teto da meta

Escalado para anunciar a abertura de capital da área de seguros da Caixa Econômica Federal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acabou fazendo mais uma de suas declarações inusitadas, ao responder de imediato com um “com certeza” a uma pergunta sobre se a inflação iria ultrapassar o teto da meta em 2015.

Embora os economistas do mercado financeiro e o próprio Banco Central já mostrem previsões que apontam o IPCA bem acima do teto de 6,5%, o ministro acabou dando uma resposta com dupla interpretação sobre o cenário para a inflação, o que causou desconforto.

Na última pergunta da entrevista, Levy foi questionado se poderia comentar o resultado da inflação divulgado nesta quarta-feira, 8, e se acreditava que o IPCA iria ficar acima do teto da meta em 2015.

“Com certeza”, respondeu o ministro, com firmeza, para depois acrescentar: “O Banco Central tem se expressado com clareza em relação à importância do controle da inflação. Ele tem sido completo em suas explicações, o que nos dá total conforto”.

A primeira impressão foi a de que Levy estava respondendo afirmativamente e de forma contundente que o IPCA estouraria a meta. Confrontado pelos jornalistas sobre o que queria dizer com a resposta, Levy esclareceu que “com certeza responderia a pergunta”. “Com certeza, a respondi”, brincou ele.

O Banco Central projetou, no relatório trimestral de inflação, uma alta de 7,9% em 2015.

Desde que assumiu o governo, o ministro tem se envolvido em confusões, com declarações que, por vezes, desagradaram ao Palácio do Planalto. Na última delas, Levy afirmou em palestra a alunos da Universidade de Chicago que a presidente Dilma Rousseff nem sempre faz as coisas da maneira mais fácil e efetiva. A conversa com os alunos vazou para a imprensa e desagradou à presidente Dilma Rousseff.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos energia elétrica, IBGE, inflação, IPCA, Joaquim Levy
Valmir Lima 8 de abril de 2015
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