
Da Redação
MANAUS – As atividades de transportes, comunicações, comércio, instituições financeiras, administrações públicas, entretenimento, cabeleireiro e turismo, entre outros, que formam o setor de ‘serviços’ tiveram queda de 6,6% em outubro deste ano no Amazonas na comparação com o mês anterior. Em setembro, a queda foi de 0,4%. O setor se recuperou em agosto, quando registrou aumento de 0,7%, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Essa foi a maior queda registrada para toda a série iniciada em janeiro de 2012. O Amazonas apresentou a 2ª maior queda, atrás de Mato Grosso (-19,6%). No comparativo com igual mês do ano anterior, o setor registrou queda de 16,3%, a segunda maior desde janeiro de 2012. A maior foi em fevereiro de 2016 (-18,3%). Dentre as unidades da federação, o Estado apresentou a 3ª maior redução, atrás de Mato Grosso (-33%) e Rondônia (-19,7%).
Em termos práticos, significa que esses segmentos realizaram menos operações de negócios em outubro. Foram, de alguma forma, afetados pela retração do consumidor que contratou menos serviços. Deixou, por exemplo, de viajar e, portanto, gerou menos ocupação nos hotéis, restaurantes e nos serviços de lazer.
A taxa acumulada do volume nos dez meses de 2016 ficou em -14,8%, deixando o Amazonas com a 2ª maior queda dentre as unidades da federação atrás do Amapá; e nos últimos 12 meses, em -14,5%, representando a 2ª maior queda dentre as unidades da federação, atrás do Amapá.
A receita nominal dos serviços registrou variação de -6,3% em outubro de 2016 frente a setembro, na série com ajuste sazonal, representando a maior queda desde o início da série (janeiro de 2012). Com esse resultado, o Amazonas ocupou a 2ª posição no ranking das unidades da federação com as maiores quedas na receita nominal. Já na comparação com igual mês do ano anterior, a variação sem ajuste sazonal ficou em -13,0%, assim o Amazonas é o 4º estado com a maior queda.
