

Por Thiago Gonçalves, do ATUAL
MANAUS – O ex-prefeito de Rio Preto da Eva e presidente da Associação Amazonense de Municípios, Anderson Sousa (PSD), afirmou, em vídeo divulgado nesta segunda-feira (5) que foi impedido de votar no primeiro turno das eleições, domingo (4), e negou ter cometido crime eleitoral. “Até o momento, eu não consegui entender qual é o meu crime eleitoral, qual foi o meu crime eleitoral”, afirmou.
Anderson Sousa foi detido por policiais militares em uma escola do município onde foi votar. O ex-prefeito disse que estava acompanhado da esposa e dos dois filhos quando foi abordado pelos policiais. Segundo ele, a abordagem ocorreu porque ele era cumprimentado por eleitores.
“Fomos advertidos pela Polícia Militar de forma truculenta, de que nós estávamos tumultuando, porque as pessoas estavam indo me abraçar, estavam indo beijar a minha esposa, cumprimentar”, relatou.
Anderson afirmou que não recebeu apenas uma orientação para deixar o local, mas acabou sendo levado para a delegacia. “O comandante da polícia ligou para a juíza dizendo que eu estava tumultuando, e a juíza, então, pediu que ele tomasse as providências”, disse.
Segundo o ex-prefeito, a intenção da abordagem não era apenas retirá-lo do local, mas conduzi-lo à delegacia. “Procurou me abordar para levar para a delegacia e não para me chamar a atenção, para que eu pudesse votar e ser retirado do recinto”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Anézio Paiva, disse que a polícia verificou denúncia sobre boca de urna e que a juíza responsável pelo pleito determinou a retirada de Anderson do local. Conforme Anézio, Anderson resistiu e agrediu um sargento da Polícia Militar. Por isso, recebeu voz de prisão por resistência e desobediência.
Anderson Sousa afirmou que a estrutura do governo estadual teria sido usada nos municípios para favorecer a candidatura do governador. “Roberto Cidade, o governador, aparelhou a máquina em todos os municípios com a ordem de ganhar eleição, de intimidar as pessoas”, afirmou.
No fim do vídeo, Anderson afirmaque houve contradições na versão apresentada à Justiça Eleitoral. “O comandante da Polícia Militar de Rio Preto da Eva, ao pedir da juíza autorização para que eu pudesse ser conduzido à delegacia, ele criou uma verdadeira fantasia”, afirmou.
Segundo Anderson, ele foi ouvido pela juíza eleitoral e pela promotora e acabou sendo liberado. “Conseguiram entender, através da minha versão também, que havia contradição”, disse.
Após ser liberado, Anderson afirmou que voltou para casa e participou da comemoração pela vitória de Omar Aziz (PSD) na disputa pelo Governo do Amazonas.
