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Economia

Emprego na indústria cai 0,8% em março ante fevereiro, diz CNI

5 de maio de 2015 Economia
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Já o número de horas trabalhadas caiu 0,9% em março sobre fevereiro e recuou 5,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado (Divulgação)

BRASÍLIA – O nível de emprego na indústria da transformação recuou 0,8% em março na comparação com fevereiro (dado dessazonalizado) e 4,5% ante o mesmo mês do ano passado. No trimestre, a baixa é de 3,9% ante os três primeiros meses de 2014. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 05, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Já o número de horas trabalhadas caiu 0,9% em março sobre fevereiro e recuou 5,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No trimestre, a queda é de 8,5%. A massa salarial, por sua vez, registrou baixa de 1,4% pelo dado dessazonalizado de fevereiro para março e queda de 5,0% na comparação com os meses de março de 2014 e 2015. Essa queda da massa salarial, conforme a CNI, é a mais forte desde 2013 e se dá devido ao “expressivo ajuste” no quadro de trabalhadores.

O pior, de acordo com a entidade, é que o rendimento médio real dos empregados da indústria – que caiu 0,8% no dado na margem, 0 6% no dado anual e 0,2% no primeiro trimestre – deverá apresentar resultados negativos nos próximos meses. “Dada a dificuldade de reverter o cenário adverso no curto prazo, é provável que o rendimento médio dos trabalhadores da indústria continue caindo ao longo de 2015”, informa o boletim Indicadores Industriais, divulgado pela CNI aos jornalistas.

Tendência

O gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, resumiu o documento como uma pesquisa com números “não muito alentadores”. A tendência de queda da atividade, que já vinha sendo vista há algum tempo, se intensificou neste primeiro trimestre de 2015, segundo ele. “Os números sinalizam uma travessia difícil para o setor industrial, que é o mais afetado da economia”, considerou.

Castelo Branco avaliou que as medidas de ajuste promovidas pelo governo têm um impacto negativo, em um primeiro momento, sobre custos. O atual ciclo de alta dos juros também reduz a demanda das famílias e das empresas. “Há todo um ambiente desfavorável”, resumiu.

O setor também sente reflexo de competitividade, quer no Brasil ou fora, em relação aos produtos internacionais. A pesquisa da CNI, também de acordo com o gerente-executivo, revela que o mercado de trabalho mostra agora os efeitos negativos com bem mais intensidade. Ele salientou ainda que o uso da capacidade instalada voltou para o mesmo patamar de março do ano passado, quando estava constante há alguns meses.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

 

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Assuntos CNI, Empregos, indústria, queda
Redação 5 de maio de 2015
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