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Economia

Crise financeira leva Estaleiro Mauá a fechar as portas em Niterói

3 de julho de 2015 Economia
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estaleiro mauá foto divulgação
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Rocha, repudiou a decisão da direção do Estaleiro Mauá e a péssima gestão financeira da empresa que cortou “os sonhos e o futuro de milhares de trabalhadores” (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO – O Estaleiro Eisa – Petro Um (antigo Mauá) fechou as portas temporariamente, em razão da crise financeira provocada pelas medidas de adequação da Petrobras à nova realidade financeira surgida a partir da Operação Lavo Jato. Deflagrada pela Polícia Federal, a operação levou à prisão de diversos ex-dirigentes da estatal e de algumas das principais empreiteiras do país.

Em nota divulgada ontem (2), o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí informou no final do experiente que a direção do Eisa/Mauá divulgou circular na qual comunicou o “fechamento das portas da empresa até que ela se adapte as questões financeiras”.

Em reação ao comunicado, o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói está convocando todos os funcionários do Estaleiro Mauá para uma concentração na porta do sindicato na manhã de hoje (3). Eles pretendem fazer uma passeata em direção à Petrobras, com atos também nas sedes da Transpetro, subsidiária da estatal, e da Caixa Econômica Federal, todas localizadas no centro do Rio.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Rocha, repudiou a decisão da direção do Estaleiro Mauá e a péssima gestão financeira da empresa que cortou “os sonhos e o futuro de milhares de trabalhadores”.

“Fechar o Estaleiro Mauá é cuspir na história dos trabalhadores e em todo o esforço do governo para recuperar os investimentos no setor naval”, disse Edson Rocha, acrescentando que a corrupção na Petrobras não pode ser motivo para destruir a indústria brasileira. A Justiça deve punir as pessoas corruptas e não as empresas.

Na avaliação do líder sindical, quem paga o preço novamente é o trabalhador. “Agora é hora de unir forças. Vamos para as ruas protestar e brigar pelos nossos empregos”, disse. Ele observou que o trabalhador não pode pagar nem pelo preço da ineficiência dos gestores nem pela corrupção. “Vamos unir forças! Não vamos cair! Os metalúrgicos de Niterói são fortes e não fogem à luta.”

O estaleiro está localizado no bairro Ponta da Areia, em Niterói, e é administrado pelo grupo Synergy. O documento enviado ontem aos funcionários, por meio de circular, informa que a partir de hoje todos os trabalhadores devem permanecer em casa.

No documento, o grupo Synergy avisa que as atividades estão encerradas temporariamente e atribui a medida à crise financeira. A recomendação chegou aos trabalhadores nove dias depois de mais mil funcionários terem sido demitidos.

(Da Agência Brasil)

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Assuntos construção naval, demissões, economia, estaleiro, Petrobras, petróleo
Valmir Lima 3 de julho de 2015
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