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zmanchete

Crise ainda causa efeitos negativos na indústria de Manaus que registrou aumento de perdas

9 de dezembro de 2016 zmanchete
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Eletroeletronico foi o seguimento que mais cresceu neste ano no Polo Industrial de Manaus, de acordo com dados da Suframa (Foto: Alex Pazuello/Agecom)
Eletroeletrônico é o setor de maior produção no Polo Industrial de Manaus (Foto: Alex Pazuello/Agecom)

Da Redação

MANAUS – A queda na atividade industrial em Manaus foi menor na passagem de setembro para outubro deste ano, de -2,5%, registrada pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado de janeiro a outubro de 2016, a queda foi acentuada, de -13,2%. Em 12 meses, a partir de dezembro de 2015, o índice foi de -15,3%.

Os índices representam uma perda da capacidade da indústria de fazer investimentos para aumentar a produção. Três fatores contribuíram para essa situação: a retração econômica que resultou em desemprego em massa e, consequentemente, a redução do consumo; uma diminuição acentuada na compra de produtos eletroeletrônicos, base de sustentação da economia em Manaus; e a incapacidade das empresas em conciliar incentivos fiscais com preços competitivos.

Um indicador do atrofiamento da indústria é o tempo de horas trabalhadas na produção, que registrou retração de 0,2% de junho para julho, assim como o uso do parque fabril teve queda de 0,3 ponto percentual, para 76,9% – o menor nível da série histórica, que tem início em 2011.

Manaus não é um caso isolado. A produção industrial recuou em 11 dos 14 locais investigados na passagem de setembro para outubro, segundo o IBGE. No maior parque industrial do País, São Paulo, a queda foi de 2,4%, redução mais acentuada do que a média nacional, de -1,1%.

Os demais resultados negativos foram registrados por Minas Gerais (-7,6%), Pará (-4,2%), Goiás (-3,0%), Santa Catarina (-2,1%), Região Nordeste (-1,2%), Rio Grande do Sul (-1,0%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0 3%). Na direção oposta, houve expansão no Rio de Janeiro (3,4%), Paraná (2,7%) e Pernambuco (1,5%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a indústria teve perdas em 13 dos 15 locais investigados em outubro, segundo o IBGE. No maior parque industrial do País, São Paulo, a queda foi de 6,5%, retração menos acentuada do que a média nacional, de 7 3%.

Os demais recuos foram registrados por Mato Grosso (-21,6%), Espírito Santo (-15,4%), Goiás (-13,7%), Minas Gerais (-11,1%), Amazonas (-8,6%), Ceará (-7,5%), Bahia (-7,4%), Santa Catarina (-4,9%), Rio Grande do Sul (-4,4%), Região Nordeste (-2,6%), Paraná (-2,2%) e Pernambuco (-0,7%).

Na direção oposta, houve aumento na produção do Rio de Janeiro (5,7%) e Pará (2,4%).

(Com Estadão Conteúdo)

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Assuntos Amazonas, IBGE, PIM, suframa
Cleber Oliveira 9 de dezembro de 2016
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