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Geral

Bolsonaro volta a negar apoio brasileiro a intervenção militar na Venezuela

22 de março de 2019 Geral
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Por Sylvia Colombo, da Folhapress

SANTIAGO, CHILE – Jair Bolsonaro voltou a negar nesta sexta, 22 o apoio do Brasil a uma intervenção militar na Venezuela.

Em Santiago, no Chile, para a cúpula que marcou a criação do Prosul, novo bloco com oito países sul-americanos, o presidente disse que “tem gente divagando aí, da nossa parte não existe essa possibilidade de intervenção.”
“É difícil falar de Venezuela, porque eu digo que a ditadura da Venezuela se fortalece na fraqueza do Maduro”, afirmou Bolsonaro. 

“Ele não decide seus atos. Uma parte dos 2.000 generais [estão] ao lado dele, alguns narcotraficantes, tem lá aproximadamente 60 mil cubanos, que decidem também pelo Maduro, temos as milícias, tem terroristas, esse pessoal faz com que Maduro fique de pé.”

A possibilidade de uma intervenção estrangeira na Venezuela enfrenta resistência na ala militar do governo brasileiro, que é contrária a qualquer ação que extrapole a ajuda humanitária na fronteira.

Durante o encontro entre Bolsonaro e Trump em Washington, na terça, 19, o assunto Venezuela foi tratado. Após a reunião na Casa Branca, o brasileiro afirmou que vai atuar com “diplomacia até as últimas consequências” diante da crise no país vizinho, mas não negou enfaticamente a possibilidade de apoiar uma ação militar.

A falta de uma negativa foi interpretada como um esforço para não desagradar o americano, mas também ligou o alerta de oficiais generais da ativa do Exército.

Em entrevista divulgada nesta sexta, 22, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, disse que para tirar Maduro do poder “de alguma maneira vai ser necessário o uso da força”. A declaração foi dada ao jornal chileno La Tercera.

Na entrevista após a cúpula do Prosul, Jair Bolsonaro também comentou o fato de Uruguai e Bolívia não terem assinado o acordo que lançou o bloco. “São países que estão um pouquinho ainda ligados aos presidentes anteriores, mas quem vai decidir o futuro desses países será o seu respectivo povo.”

O Prosul surge após esvaziamento da Unasul, bloco idealizado pelo venezuelano Hugo Chávez (1954-2013) e que foi sendo abandonado por vários países justamente por não estarem dispostos a dialogar com a Venezuela nas condições atuais.

Bolsonaro afirmou que a Unasul “já está extinta”. “Falta a prática, e a Prosul está aparecendo. Não podemos admitir que as políticas dos países daqui sejam movidas por ideologia. A Unasul começou bem, depois foi para um viés ideológico e começou a fazer parte de uma política de poder.”

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Assuntos intervenção militar, Jair Bolsonaro, Nicolas Maduro, Venezuela
Redação 22 de março de 2019
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