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Economia

Brasil é denunciado na ONU por vetar divulgação de ‘lista suja’

20 de março de 2017 Economia
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trabalho_escravo DIVULGAÇÃO MPT
‘Lista suja’ contem nome de empresas envolvidas com mão de obra análoga à escravidão (Foto: MPT/Divulgação)

NOVA IORQUE – O Brasil foi denunciado na ONU (Organização das Nações Unidas) nesta segunda-feira, 20, por conta da decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) de vetar a pedido do governo, a lista de empresas flagradas com mão de obra análoga à escravidão. A iniciativa foi da entidade Conectas que levou o caso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

No dia 7 de março, o ministro Ives Gandra Filho, presidente do TST, suspendeu a divulgação das listas depois de dois recursos impetrados pelo governo federal contra decisões anteriores da Justiça do Trabalho. A decisão deu ao governo 120 dias para “reformulação e aperfeiçoamento” da portaria que cria a ‘lista suja’. Para a Conectas, trata-se de uma manobra para esvaziar o instrumento.

A sentença foi revertida no dia 14 de março após um pedido de liminar feito pelo Ministério Público do Trabalho. Ainda assim, a entidade protestou na ONU apontando que essa era “a primeira vez que o Executivo federal se alinha com os interesses dos setores corporativos que se beneficiam da suspensão do documento”.

“Qualquer decisão do Judiciário de suspender a lista com base no argumento de violação de liberdades individuais favorece as corporações privadas envolvidas em trabalho escravo em detrimento dos mais vulneráveis”, afirmou a entidade no Conselho.

O Itamaraty pediu direito de resposta e insistiu que tem o “compromisso de longa data” com a erradicação da escravidão. O governo ainda explicou que um grupo foi nomeado para reformular o instrumento e que uma nova versão deve estar pronta em julho.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos brasil, empresas, ONU, trabalho escravo
Redação 20 de março de 2017
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