
MANAUS – Darcy Nildo Santos Marinho, de 40 anos, segurança do prefeito de Maués, Padre Carlos Góes (PT) foi assassinado na madrugada desta terça-feira, 6, na última noite do Festival de Verão realizado na praia principal do município. Candidato à reeleição, Carlos Góes não estava no município, mas em Manaus, quando ocorreu a morte. Uma pessoa foi presa suspeita de ser o autor do crime, mas a motivação ainda era desconhecida, na manhã desta terça-feira.
Padre Carlos Góes diz que pediu ao governador José Melo e à Secretaria de Estado de Segurança Pública reforço policial para o município, que vive uma onda de violência nesse período eleitoral. Ele contou, em entrevista ao AMAZONAS ATUAL por telefone, que desde o início da campanha eleitoral a violência tem aumentado.
“Primeiro, houve uma invasão em uma UBS (unidade Jorge Brito), onde fizeram uma quebradeira nos equipamentos e jogaram remédios no lixo; uma semana depois, houve a invasão da UBS Irmã Verônica, e fizeram a mesma coisa; na semana seguinte, entraram no diretório do PT no município e espancaram o vigia. Hoje, infelizmente, tiraram a vida de uma pessoa que trabalhava na nossa campanha”, disse o prefeito.
A disputa pela prefeitura do município está acirrada entre quatro candidatos. Além de Carlos Góes, que tenta a reeleição, estão o ex-prefeito Odivaldo Miguel de Oliveira Paiva, o Belexo (PMDB); Carlos Alberto de Oliveira Júnior, o Júnior Leite (Pros), sobrinho do ex-prefeito Sidney Leite; e Alfredo Moreira de Almeida (PSD).
O prefeito disse que já solicitou tropas federais para as eleições deste ano em Maués. “Maués tem um histórico de violência em eleições; já tivemos, inclusive, queima de cartório eleitoral. E este ano estamos vendo uma onda de violência durante a campanha. Por isso, solicitamos tropas federais, porque estamos muito preocupados.
