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Dia a Dia

Ipaam aplica R$ 8,5 milhões em multas por desmatamentos ilegais

30 de outubro de 2026 Dia a Dia
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Área desmatada no Amazonas em 2026; Ipaam aplicou multas aos responsáveis (Foto: Divulgação/Ipaam)
Do ATUAL

MANAUS – O IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) aplicou R$ 8,5 milhões em multas, embargou 916 hectares de terra e efetuou 56 autos de infrações durante a Operação Tamaiotatá 6.

A sexta etapa da operação de combate a crimes ambientais ocorreu entre os dias 9 e 28 de outubro. A fiscalização inclui os municípios de Careiro, Careiro da Várzea, Borba, Beruri, Manaquiri e Autazes, onde foram constatadas irregularidades como desmatamento sem autorização, uso ilegal do fogo, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.

Os agentes do Ibama emitiram 38 termos de embargo e interdição. A área embargada foi de 916,03 hectares, o equivalente a aproximadamente 1.283 campos de futebol. As ações ocorreram durante a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proíbe o uso do fogo por 120 dias no Amazonas.

Área florestal sendo queimada no Amazonas: uso ilegal do fogo (Foto: Divulgação/Ipaam)

Resultados por município

Borba concentrou o maior valor em multas durante a 13ª etapa, com R$ 3,5 milhões distribuídos em 12 autos de infração, além de um termo de embargo e interdição referente a uma área de 136,56 hectares.

No Careiro, os agentes lavraram 23 autos de infração que somam R$ 1,7 milhão em multas, além de 28 termos de embargo e interdição. As medidas incluem 595,24 hectares embargados no município. Também foi constatado no município desmatamento irregular, uso do fogo em áreas agropastoris, incêndio em vegetação nativa e descumprimento de embargo ambiental.

Manaquiri registrou quatro autos de infração, totalizando R$ 1,2 milhão em multas, além de quatro termos de embargo e interdição, com 126,48 hectares embargados. A maior penalidade, de R$ 1,14 milhão, foi aplicada pelo uso irregular do fogo em aproximadamente 76 hectares de área agropastoril. Também foram identificadas irregularidades relacionadas à supressão de vegetação nativa sem autorização.

Madeiras ilegais de desmatamentos no Amazonas (Foto: Divulgação/Ipaam)

 Em Beruri, cinco autos de infração somaram R$ 1 milhão em multas. As autuações envolveram uso irregular do fogo, supressão de vegetação nativa, funcionamento de atividade sem licença ambiental e descumprimento de embargo anterior.

No Careiro da Várzea, foram lavrados dez autos de infração que totalizaram R$ 927,5 mil em multas, além de quatro termos de embargo e interdição. O Ipaam embargou 55,55 hectares no município.

Em Autazes, dois autos de infração resultaram em R$ 40 mil em multas, além de um termo de embargo e interdição referente a 2,19 hectares. As irregularidades envolveram o uso irregular do fogo e a destruição de vegetação nativa sem autorização.

Tamoiotatá

A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação contínua de fiscalização ambiental, organizada em etapas sucessivas, com revezamento de equipes e apoio das forças de segurança pública. As atividades ocorrem até dezembro de 2026, com fiscalizações direcionadas ao combate às infrações ambientais, especialmente ao desmatamento e ao uso irregular do fogo.

Paralelamente à Tamoiotatá 6, o Ipaam mantém as operações Alerta Fogo, voltada especificamente à fiscalização do uso ilegal do fogo, e Região Metropolitana, direcionada à fiscalização de outros ilícitos ambientais nos 13 municípios da região.

A Alerta Fogo também atua em municípios como Iranduba, Itacoatiara e Presidente Figueiredo, abrangendo os eixos das rodovias AM-010, AM-070 e BR-174.

Agentes do Ipaam fiscalizando desmatamentos ilegais no Amazonas (Foto: Divulgação/Ipaam)

 O que significa o embargo

 O embargo é uma medida administrativa adotada pelo Ipaam para impedir a continuidade de atividades irregulares e evitar o agravamento dos danos ambientais. A medida pode atingir uma área específica ou determinada atividade, conforme a irregularidade identificada e as condições estabelecidas no termo.

Quando aplicado a uma área, o embargo restringe atividades que possam ampliar os danos ambientais e comprometer a regeneração da vegetação. Já o embargo de atividade impede a continuidade de uma prática irregular, mesmo quando não há uma extensão territorial expressa em hectares.

O embargo não significa a perda da propriedade. Para que seja levantado, o responsável precisa atender às exigências de regularização ambiental, cabendo à autoridade competente avaliar o cumprimento das condições e decidir sobre a liberação.

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Assuntos desmatamento, Incêndio Florestal, Ipaam, multas, operação Tamoiotatá
Murilo Rodrigues 30 de outubro de 2026
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