

Do ATUAL
MANAUS – A Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) informou ao TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas), nesta quarta-feira (21), que o transporte de eleitores indígenas de Atalaia do Norte para as seções de votação no segundo turno das eleições está garantido. Segundo o presidente da entidade, Jaime da Silva Mayuruna, as organizações indígenas se mobilizaram para conseguir o combustível necessário, e todas as aldeias das calhas de rio serão atendidas.
Osdiretores da Univaja se reuniram na Câmara Municipal de Atalaia do Norte com a coordenação da juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias. De acordo com a ata do encontro, o prefeito Denis Paiva afirmou que a questão foi resolvida com a contribuição de diferentes entidades e organizações.
A juíza solicitou que os representantes indígenas informem oficialmente quais embarcações serão utilizadas no segundo turno, quem ficará responsável por elas e quais contribuições foram feitas por cada instituição envolvida. As informações são para conferir a operação de transporte.
O promotor Miguel Ângelo, do Ministério Público Eleitoral, afirmou que a organização do transporte de eleitores é atribuição da Justiça Eleitoral, mas que associações indígenas, prefeitura e outras instituições podem colaborar.
Para as próximas eleições, a juíza pediu a apresentação antecipada de informações sobre os locais de votação, as comunidades atendidas, as rotas fluviais, as distâncias, as condições de navegabilidade, a estimativa de eleitores e a disponibilidade de embarcações e tripulações.
Os dados deverão subsidiar o planejamento logístico da Justiça Eleitoral, inclusive a eventual requisição de embarcações e a definição de percursos e horários.
Pedido de desculpas
Em ofício encaminhado à magistrada, a Coordenação Executiva da Univaja afirmou que não tinha conhecimento prévio e nem havia autorizado o conteúdo e o envio de documento anterior elaborado pela Procuradoria Jurídica da entidade sobre o transporte eleitoral.
No Ofício nº 071/UNIVAJA-2026, assinado por Jaime da Silva Mayuruna, a organização classificou o episódio como uma iniciativa isolada, que não observou seus procedimentos internos. A entidade também informou ter determinado a abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades.
O documento apresenta pedido formal de desculpas à juíza Dálethe Borges Messias e ao Juízo da 42ª Zona Eleitoral pelos transtornos e constrangimentos decorrentes do episódio.
