
Do ATUAL
MANAUS – O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, disse que Israel Shalon Castro Ramos, de 29 anos, que fez o filho de 1 ano e 4 meses refém, foi condenado por latrocínio em 2017. Bruno Fraga disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira (15) que Israel Shalon matou uma idosa com golpes de martelo na cabeça.
“Esse sujeito já respondia por um latrocínio cometido de forma brutal contra uma pessoa idosa. Ele foi condenado a 20 anos de prisão em 2017 e, em 2022, passou para o regime semiaberto. Agora, cometeu outra atrocidade, ainda mais violenta”, afirmou o delegado.
Conforme a delegada Juliana Viga, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Israel Shalon foi à casa da ex-esposa, na terça-feira (13), e pediu para levar o filho com a promessa de devolvê-lo ainda naquela noite. No entanto, ao ser questionado sobre o retorno da criança, ele informou que não a devolveria. A mãe acionou a Polícia Militar.
“O pai buscou a criança com a autorização da mãe, até porque ainda não havia uma guarda definida. Ao longo do dia, ela pediu que ele devolvesse o filho, mas o homem se recusou. A Polícia Militar foi acionada e todos foram conduzidos à Depca, onde foi instaurado um inquérito e solicitada uma medida protetiva para impedir que o pai se aproximasse da criança”, explicou a delegada.
Na manhã desta quarta-feira (14), o homem voltou a procurar a ex-companheira. “Ele retornou à residência da mulher, invadiu o imóvel, chegou a quebrar a porta, levou a criança e obrigou a mulher a acompanhá-lo. O homem estava em posse de uma faca. Durante a viagem do Uber, a vítima fez o sinal universal de pedido de ajuda. O motorista percebeu o gesto e começou a gravar a viagem”, relatou a delegada. O motorista acionou a Polícia Militar.
Antes da chegada das equipes policiais, o suspeito agrediu a ex-companheira, que conseguiu escapar. A criança, porém, permaneceu dentro do imóvel com o pai, que passou a mantê-la como refém e ameaçou tirar a própria vida e a do filho. A mulher possuía uma medida protetiva de urgência contra o suspeito desde agosto deste ano.
